Islândia rejeita pagamento de dívidas de banco em referendo

Os islandeses rejeitaram, em um referendo neste sábado, o plano de reembolsar os governos britânico e holandês depois da quebra do banco online Icesave durante a recente crise financeira global.

BBC Brasil |

Com mais de 30% das urnas apuradas, 93% dos eleitores disse "não" à proposta.


A Grã-Bretanha e a Holanda querem o reembolso pelos US$ 5,2 bilhões que seus governos pagaram aos clientes britânicos e holandeses do banco depois de seu colapso, em 2008.

O governo da Islândia, que apoiou o negócio, disse que vai aceitar o resultado do referendo, mas ministros afirmaram que vão tentar um novo acordo.

Risco


Até a última hora, ninguém sabia se o referendo seria realizado ou não, mas as negociações sobre as condições do pagamento foram interrompidas na sexta-feira sem que os três países chegassem a um acordo, fazendo com que a votação fosse adiante.

O plano de pagamento foi acordado em dezembro passado
A primeira-ministra da Islândia pediu aos eleitores que não compareçam às urnas, afirmando que as condições de pagamento podem ser melhoradas.

Johanna Sigurdardottir afirmou que não iria votar, já que seu governo procura continuar a negociação com a Grã-Bretanha e a Holanda.

Os três lados disputam a taxa de juros cobrada na dívida. Aparentemente, desde a proposta de dezembro passado, as condições já foram melhoradas, mas não estão refletidas no referendo deste sábado.

A vitória do não poderá colocar em risco bilhões de dólares em empréstimos do Fundo Monetário Internacional e de outros países à Islândia.

O ministro das Finanças, Steingrimur Sigfusson, tentou diminuir a importância do referendo, afirmando que é importante não interpretar demais o resultado.

Queremos deixar bem claro que a vitória do não não significa que nos recusamos a pagar. Vamos cumprir nossas obrigações. Afirmar qualquer coisa diferente é altamente perigoso para a economia de nosso país.

Muitos islandeses defendem que o plano de pagamento seja rejeitado porque acreditam que estão sendo penalizados pelos erros da indústria bancária.

Segundo o presidente Grimsson, nas últimas semanas os próprios governos britânico e holandês reconheceram que o acordo é injusto, o que já seria um tremendo avanço.

Com a vitória do não, o presidente islandês espera retomar as negociações.

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