Irlanda retoma voos depois de nova ameaça de cinzas vulcânicas

Os voos de chegada e saída da República da Irlanda e da Irlanda do Norte foram retomados nesta terça-feira depois de uma paralisação de seis horas devido aos possíveis riscos provocados por uma nova nuvem de cinzas vulcânicas vinda da Islândia. Os serviços foram cancelados desde as 7h da manhã (3h, horário de Brasília) e retomados por volta das 13h (9h, horário de Brasília), depois da confirmação da dispersão da nuvem de cinzas.

BBC Brasil |

Os voos de chegada e saída da República da Irlanda e da Irlanda do Norte foram retomados nesta terça-feira depois de uma paralisação de seis horas devido aos possíveis riscos provocados por uma nova nuvem de cinzas vulcânicas vinda da Islândia. Os serviços foram cancelados desde as 7h da manhã (3h, horário de Brasília) e retomados por volta das 13h (9h, horário de Brasília), depois da confirmação da dispersão da nuvem de cinzas. As cinzas são do mesmo vulcão na Islândia, o da geleira de Eyjafjallajoekull, que levou o caos no espaço aéreo da Europa no mês passado. A decisão de suspender as restrições de voos nesta terça-feira foi tomada depois de testes que mostraram que os motores dos aviões podem funcionar nas áreas em que as cinzas apresentam baixa densidade. A agência de aviação civil da Irlanda (IAA, na sigla em inglês), entretanto, informou em uma declaração que ventos do norte ainda poderão causar mais problemas no decorrer da semana. Mais problemas à vista A nova interrupção dos voos ocorreu no momento em que os ministros dos Transportes de países da União Europeia (UE) se reuniram em Bruxelas para discutir formas de melhorar o gerenciamento do tráfego aéreo, depois dos eventos do mês passado. Os ministros concordaram em acelerar a integração do espaço aéreo europeu por meio da criação de um órgão regulador único para a União Europeia. Também ficou acertado que a Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, irá estabelecer diretrizes para que os governos nacionais compensem companhias aéreas afetadas pelo fechamento do espaço aéreo. Na semana passada, uma porta-voz do comissário europeu de Transportes, Siim Kallas, afirmou que, se houvesse maior coordenação na União Europeia, o tráfego aéreo poderia ter sido retomado até três dias antes do ocorrido durante o caos aéreo causado pelas cinzas vulcânicas. O cancelamento de centenas de voos causou um prejuízo entre 1,5 bilhão e 2,5 bilhões de euros (aproximadamente entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5,8 bilhões) às companhias aéreas e às agências de turismo, segundo cálculos preliminares divulgados pela Comissão Europeia (CE), o órgão Executivo do bloco.

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