Irã nega que haja decisão final sobre condenação de Sakineh

Na segunda-feira, procurador-geral iraniano afirmou que ela seria condenada por homicídio, cuja pena é a forca

BBC Brasil |

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O governo iraniano afirmou nesta terça-feira que ainda não há uma decisão final sobre o caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, que pode ser morta por apedrejamento sob a acusação de adultério e assassinato. "O processo judicial ainda não foi finalizado e a condenação será divulgada depois de uma revisão completa do caso", disse o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Ramin Mehmanparast, em entrevista coletiva.

Na segunda-feira, o procurador-geral do país, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, havia dito que a acusação por assassinato teria precedência sobre a de adultério, o que gerou especulações de que a iraniana seria enforcada, e não apedrejada.

Ashtiani, 43 anos e mãe de dois filhos, é acusada de participação no assassinato de seu marido e de adultério - o que é considerado crime no país. Pelo adultério, ela foi condenada pela Justiça à morte por apedrejamento. Por participar da morte do marido, Ashtiani havia sido sentenciada à morte por enforcamento, pena que foi comutada em 10 anos de prisão por um tribunal de apelações. No entanto, com a revisão do processo, a condenação por assassinato voltou a ser discutida.

O caso ganhou repercussão internacional, com o Irã sofrendo fortes críticas por violar os direitos humanos. O Brasil chegou a oferecer asilo a Sakineh, o que foi rejeitado pelo governo iraniano. Na semana passada, em Nova York, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou a mídia ocidental pelo enfoque dado para o caso de Ashtiani no noticiário. No último dia 8, o governo do Irã anunciou a suspensão da execução de Ashtiani, assim como a revisão de seu processo judicial.

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