Interpol emite alerta de procura ao fundador do Wikileaks

"Notificação vermelha" é emitida em meio à controvérsia causada pelo vazamento de documentos do Departamento de Estado americano

BBC Brasil |

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A Interpol emitiu nesta quarta-feira um alerta internacional afirmando que o fundador do site Wikileaks, Julian Assange, está sendo procurado. Segundo a Interpol, Assange é procurado na Suécia para ser interrogado a respeito de uma acusação de crime sexual - que ele nega.

A nota foi emitida em meio à controvérsia internacional gerada pelo vazamento pelo Wikileaks de milhares de documentos do Departamento de Estado dos EUA.

A Interpol deixou claro que a chamada "Notificação Vermelha" não é um mandado de prisão, e sim um chamado àqueles que souberem do paradeiro da pessoa procurada, para que entrem em contato com a polícia.

Horas antes, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse que não aprova a oferta de residência no país feita na terça-feira a Assange pelo vice-chanceler equatoriano, Kintto Lucas.

Lucas elogiou o que chamou de trabalho investigativo de Assange, e disse que ele seria bem-vindo para "viver e dar aulas" no país "sem quaisquer condições". Correa disse a repórteres, entretanto, que a oferta "não havia sido aprovada pelo ministro das Relações Exteriores, Ricardo Patiño - ou pelo presidente". Patiño afirmou que a oferta "teria que ser estudada do ponto de vista legal e diplomático".

A Suécia - cujas leis protegem aqueles que fazem denúncias contra instituições ou pesoas consideradas poderosas - rejeitou em outubro um pedido de residência de Assange. Ele já havia apelado junto à Suprema Corte da Suécia para reverter a decisão de um tribunal de Estocolmo, que no começo do mês pedira sua detenção para interrogatório sobre acusações de estupro, abuso sexual e coerção ilegal. Seu pedido foi rejeitado pela corte de apelações de Estocolmo na semana passada.

A Austrália também investiga se Assange violou leis no país.

O fundador do Wikileaks diz que as acusações são parte de uma campanha para desmoralizá-lo. No domingo passado, o site criado por Assange começou a publicar cerca de 250 mil mensagens trocadas entre representações diplomáticas dos EUA em todo o mundo.

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