Hungria ergue barreira emergencial para conter novo vazamento

Moradores do vilarejo de Kolontar foram levados a abrigo a 8 km. Vazamento deixou sete mortos e dezenas de feridos

BBC Brasil |

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Engenheiros na Hungria trabalham contra o tempo para a construção de uma barreira de emergência para tentar conter um possível novo vazamento no reservatório de produtos tóxicos que arrebentou na segunda-feira.

Autoridades do país afirmam que um muro do reservatório pode romper nos próximos dias, especialmente se chover no local, como prevê a meteorologia.

O secretário de Meio-Ambiente da Hungria, Zoltan Illes, afirmou que a situação no reservatório próximo de Ajka piorou neste domingo e não poderia mais ser reparado, segundo a imprensa do país. "Quando chover, a parte norte do reservatório cederá e o resto da lama tóxica será levado (para fora do local)", disse ele. A nova barreira de emergência deve ter 600 m comprimento e de 5m a 7m de altura.

Mortos e feridos

No sábado, autoridades húngaras determinaram a retirada dos moradores do vilarejo de Kolontar, após a descoberta de uma nova ruptura no reservatório. Cerca de 800 moradores foram levados a um ginásio de esportes e duas escolas em Ajka, a 8 quilômetros de distância.

Pelo menos sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas por causa do vazamento de segunda-feira.
A liberação de cerca de 700 mil metros cúbicos de lama tóxica vermelha provocou ferimentos em cerca de 150 pessoas, a maioria com queimaduras.

Os mortos se afogaram ou foram levados pela onda de lama em Kolontar na segunda-feira. O vilarejo é o mais próximo do reservatório, e deve ser novamente o mais atingido em caso de um novo vazamento.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, prometeu que os responsáveis pelo incidente enfrentarão “consequências muito sérias’.

Rios

Nos últimos dias, moradores e trabalhadores das equipes de resgate trabalharam intensamente para retirar a maior parte da lama tóxica que danificou casas, ruas e plantações e poluiu fontes de água.
A lama provocou a morte de todos os organismos presentes no rio Marcal, um afluente do rio Danúbio, o segundo maior da Europa.

Os químicos chegaram ao Danúbio na quinta-feira, mas as autoridades húngaras disseram na sexta que o nível de pH no rio era “normal”, reduzindo os temores de que ele pudesse ter sido significativamente poluído.

As equipes de emergência vêm trabalhando para diluir o conteúdo alcalino do vazamento, adicionando grandes quantidades de lama e químicos ácidos nas águas dos rios Marcal e Raba.

A companhia responsável pelo reservatório que rompeu, MAL Hungarian Aluminium Production and Trade Company, ofereceu suas condolências às famílias afetadas, mas nega responsabilidade sobre o incidente. A empresa disse que está colocando “todas as energias e os esforços” para resolver o problema e deu 110 mil euros (cerca de R$ 257 mil) até agora para ajudar na limpeza.

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