'Havia muitas pessoas chorando nas ruas', diz brasileiro em Oslo

Leonardo Doria descreve momento da explosão atingiu o centro da capital norueguesa, provocando comoção nas ruas

BBC Brasil |

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Pessoas chorando e falando ao telefone celular na rua. É assim que o brasileiro Leonardo Doria descreve os momentos posteriores à grande explosão que atingiu Oslo, a capital da Noruega, nesta sexta-feira.

"Havia muita gente atordoada, alguns chorando e outros falando ao telefone", disse.

Doria, que mora na Noruega há 10 anos, trabalha na Secretaria Nacional de Integração e Diversidade do governo, que fica a cerca de 800 metros do prédio onde aconteceu a explosão.

"Estava no escritório, ouvi uma explosão como nunca tinha ouvido e meu prédio tremeu. Então eu corri para conseguir informações", disse o brasileiro pelo telefone à BBC Brasil. "Olhei pela janela e vi uma fumaça preta muito forte e papéis voando pela rua. Foi assustador."

Doria disse ainda que, quando deixou o prédio em direção a sua casa, havia uma grande concentração de pessoas no centro da cidade. Segundo ele, a polícia começa a cercar e evacuar gradualmente o centro da cidade, em busca de possíveis bombas que possam estar no local.

Há um barulho de sirenes nas ruas e um cheiro forte de enxofre na região. "O Exército também já está nas ruas e há muitas ambulâncias chegando ao local", afirmou Doria. Segundo o Itamaraty, há cerca de 5,5 mil brasileiros morando no país.

Sentinelas armados

"Surpreendente" é como o embaixador do Brasil em Oslo, Carlos Henrique Cardim, descreve a explosão no prédio do governo. Segundo ele, a Noruega é "um país de tradição pacífica, muito próspero".

A embaixada brasileira em Oslo fica distante do local onde foi registrada a explosão. Segundo Cardim, as ruas ao redor da representação estão relativamente calmas, "porque é período de férias e a cidade está esvaziada". "Boa parte dos escritórios e ministérios estão fechados por causa das férias", diz Cardim.

Ele conta que a tranquilidade só é quebrada pela sirene das ambulâncias e das viaturas de polícia, um "o que não é muito comum em Oslo".

De acordo com o diplomata brasileiro, a segurança no palácio real da Noruega foi reforçada. "Surpreendeu o número de sentinelas portando metralhadoras em frente ao palácio do rei, algo que não se vê por aqui", diz.

Cardim evita fazer conjecturas sobre possíveis autores do atentado, apenas afirma que "o quadro político interno é muito estável, com uma oposição democrática". "Por exclusão, é preciso olhar o contexto internacional", diz.

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