Hamas pede ajuda internacional para conter violência em Gaza

O líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniya, fez um apelo à comunidade internacional para que intervenha no sentido de impedir a escalada de um novo ciclo de violência no território palestino, alvo, na noite de quinta-feira, dos piores ataques de aviões israelenses desde janeiro de 2009.

BBC Brasil |

Em uma declaração dada poucas horas após uma série de bombardeios nas cidades de Khan Younis, Gaza e Rafah, o primeiro-ministro do Hamas disse que seu governo estava entrando em contato com outras facções palestinas para buscar uma resposta coletiva com o objetivo de "proteger e fortalecer a união do povo palestino".

Um repórter da BBC em Gaza disse que o grupo islâmico parece estar tentando manter sob controle facções menores para impedir que elas promovam ataques contra Israel.

Israel diz que os bombardeios foram em represália ao lançamento de um foguete palestino contra a cidade israelense de Ashkelon, na quinta-feira, e tiveram como alvo fábricas e depósitos de armamentos.

Quatro dos ataques foram contra Khan Younis, onde dois soldados israelenses morreram na semana passada em confronto com militantes palestinos.

Os demais ataques atingiram alvos múltiplos em Gaza, e Rafah. Segundo disseram fontes palestinas à BBC, houve pelo menos 13 ataques no total.

Não há notícias sobre vítimas fatais. Um residente de Gaza disse à BBC que soldados israelenses tinham distribuído folhetos antes dos ataques aéreos, alertando os palestinos de que haveria retaliação pelas mortes dos militares em Khan Younis.

Segundo o Hamas, delegacias de polícia e centros de treinamento estão entre os alvos dos ataques. Além desses, a ofensiva atingiu ainda fazendas e prédios do Hamas na região.

Fontes palestinas também afirmaram que uma fábrica de laticínios foi atingida pelos bombardeios israelenses e três crianças, com idades entre 2 e 11 anos, ficaram levemente feridas por estilhaços.

Tensões

O ataque da Força Aérea israelense à Faixa de Gaza é considerado o mais sério desde o fim da ofensiva israelense à região em janeiro de 2009.

De acordo com fontes palestinas e grupos de defesa dos direitos humanos, cerca de 1,4 mil palestinos morreram naquela ofensiva - segundo Israel, o número de vítimas foi de 1.166. Treze israelenses, incluindo três civis, também foram mortos nos conflitos.

As tensões aumentaram na região no mês passado após o anúncio do governo israelense sobre o plano para construção de 1,6 mil novas casas em Jerusalém Oriental - onde os palestinos pretendem fundar a capital do seu futuro Estado.

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, afirmou, em entrevista ao jornal israelense Haaretz, que os palestinos vão declarar um Estado Palestino "independente e soberano" em 2011, independentemente dos resultados das negociações.

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