O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou nesta segunda-feira que pretende renunciar à liderança do Partido Trabalhista até setembro. Brown não deixou claro, entretanto, quando renunciará ao cargo de primeiro-ministro, afirmando apenas que não tem a intenção de permanecer no cargo "por mais tempo do que o necessário para formar um governo estável".

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Em pronunciamento em frente ao número 10 de Downing Street, Brown afirmou que deseja que seu sucessor como líder dos trabalhistas esteja no cargo já a tempo da convenção do partido, que será realizada em setembro. Brown afirmou ainda que os trabalhistas darão início a conversas formais com o partido Liberal Democrata para tentar formar um governo. O Partido Conservador conquistou o maior número de cadeiras no Parlamento e a maioria dos votos nas eleições gerais da última quinta-feira. Desde então, os conservadores liderados por David Cameron têm mantido conversas com os liberais-democratas, mas nenhum acordo foi alcançado. Ao lembrar que nenhum partido conseguiu maioria absoluta das cadeiras no Parlamento, Brown disse que "tem que aceitar seu papel nesse resultado". O primeiro-ministro afirmou ainda que é do interesse do público britânico que se forme um governo "progressivo" - possivelmente uma coalizão com os liberais-democratas, terceiro maior partido do país. Horas mais cedo, a equipe de negociadores dos liberais-democratas - que há dias conversa com os conservadores - revelou que também se encontrou com líderes trabalhistas, em segredo.

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