Francesa é condenada por matar seis filhos recém-nascidos

Um tribunal da Normandia, na França, condenou a 15 anos de prisão uma mulher que admitiu ter matado seis de seus filhos recém-nascidos e guardá-los em sacos plásticos em sua casa.

BBC Brasil |

Celine Lesage, de 38 anos, confessou os crimes, cometidos entre 2000 e 2007, diante de um juiz na cidade de Coutances. "Eu reconheço os fatos", afirmou após a leitura das acusações, no início da semana. "Eu fiz isso, mas posso explicar", disse.

O caso era considerado pela imprensa francesa como um dos mais graves de infanticídio dos últimos anos e esperava-se que a pena pudesse ser de prisão perpétua.

Corpos em decomposição

Lesage foi presa em 2007, quando seu companheiro encontrou os corpos, em decomposição, no porão da casa onde eles moravam, na cidade de Valognes.

Luc Margueritte entrou em contato com a polícia quando descobriu os cadáveres. Cinco deles estavam no porão, exalando forte cheiro.

Mais tarde, o sexto bebê, filho de Margueritte, foi encontrado em um saco plástico na lata de lixo da casa, disse a imprensa francesa.

Lesage, que também tem um filho de 14 anos de idade, foi presa logo depois da descoberta. Ela confirmou ao juiz que todos os bebês nasceram vivos.

Ela teria dito aos investigadores que sufocou quatro dos bebês tapando a boca deles com sua mão, e usou uma pequena corda para estrangular os outros dois.

Atitude ambivalente

Lesage não apresentou qualquer explicação coerente sobre os motivos que a levaram a matar os bebês e disse, no último dia do julgamento, que não premeditou nenhum dos crimes.

Segundo o promotor da região de Cherbourg, na França, a mulher apresentou uma atitude "totalmente ambivalente, exprimindo por vezes seu desejo de ter as crianças, e depois sua rejeição a eles".

Margueritte, pai do último dos seis filhos mortos, e Pascal Catherine, pai do filho vivo de Lesage e dos outros cinco bebês mortos, foram inocentados de qualquer responsabilidade nos assassinatos.

Catherine disse saber que a companheira esteve grávida várias vezes, mas que acreditava que ela havia sofrido abortos espontâneos ou que ela teria procurado ajuda médica para abortar os bebês.

Leia mais sobre França

    Leia tudo sobre: frança

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG