França se prepara para dia de greve geral

Paralisação deve atingir os transportes públicos, bancos, tráfego aéreo e o serviço de correios do país

BBC Brasil |

selo

Sindicatos na França prometem mobilizar centenas de milhares de pessoas em uma greve geral de 24 horas marcada para esta terça-feira. A greve deve atingir os transportes públicos, bancos, tráfego aéreo e o serviço de correios do país, em protesto contra propostas do governo de mudanças na idade para aposentadoria.

A paralisação foi marcada para coincidir com a apresentação da proposta de reforma na aposentadoria ao Parlamento da França.

Os sindicatos franceses afirmam que querem levar centenas de milhares de pessoas do setor privado e do setor público em protestos nas ruas de todo o país.

Na noite de segunda-feira os franceses já começaram a enfrentar interrupção nos transportes, já que alguns funcionários do setor informaram que começariam a paralisação mais cedo.

Apenas metade de todos os serviços de trens locais e entre as cidades devem funcionar durante a greve, de acordo com a companhia ferroviária estatal SNCF.

A companhia aérea Air France também aconselhou seus passageiros a checar o status de seus voos antes de se dirigirem para os aeroportos.

Alguns professores secundários também já entraram em greve na segunda-feira, protestando contra os planos do governo de cortar 7 mil empregos no setor de educação.

Sem mudanças
A maior central sindical francesa, a CGT, afirmou que espera uma grande participação em manifestações em toda a França, com mais participantes do que os 800 mil que foram para as ruas durante as greves de junho.

No entanto, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que não vai recuar em seus planos de aumentar a idade mínima de aposentadoria dos atuais 60 anos para 62. O governo argumenta que esta é a única forma de financiar o sistema de benefícios sociais.

A proposta de lei é uma das reformas mais importantes que o presidente espera aprovar durante seus dois últimos anos no cargo e será apresentada ao Parlamento pelo ministro do Trabalho, Eric Woerth.

De acordo com o correspondente da BBC em Paris Christian Fraser, este é um momento crítico para Sarkozy, pois ele precisa aprovar as reformas quando sua aprovação atinge o nível mais baixo já registrado.

Sarkozy foi eleito há três anos com a promessa de deixar a França menos dependente do Estado. O correspondente afirma que aumentar a idade de aposentadoria de 60 para 62 anos parece pouco, mas os franceses não querem abrir mão de seu modo de vida, principalmente no direito de se aposentar cedo.

    Leia tudo sobre: françagreve

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG