Força especial protegerá comboios com ajuda humanitária na Somália

Equipe de 300 pessoas irá garantir a segurança e evitar saques. Cerca de 12 milhões sofrem com seca e fome no país

BBC Brasil |

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O primeiro-ministro da Somália, Abdiweli Mohamed Ali, anunciou a criação de uma força especial para proteger os comboios que transportam ajuda humanitária às vítimas da seca na região do "chifre da África" .

O premiê afirmou que a força será composta por 300 homens treinados, que serão auxiliados por integrantes das forças de paz da União Africana (UA) que estão atualmente realizando a segurança na capital do país, Mogadíscio.

Cerca de 12 milhões de pessoas são afetadas pela seca na região, a pior nos últimos 50 anos, segundo informa a ONU.

Depois de se reunir com a coordenadora de ajuda de emergência da ONU na região, Valerie Amos, Abdiweli Mohamed Ali disse que a força especial teria duas funções básicas.

"Primeiramente, é garantir a segurança aos comboios e proteger a ajuda alimentar, e também proteger os campos onde a comida é distribuída", afirmou o premiê."Em segundo lugar, é estabilizar a cidade e combater o banditismo, os saques e qualquer forma de desordem."

Até poucos dias atrás, Mogadíscio era uma cidade dividida em duas, com o grupo insurgente islâmico Al-Shabab ocupando diversos distritos.

O grupo já deixou diversas partes da cidade, mas prometeu que continuará combatendo o governo de transição da Somália.

A segurança melhorou em Mogadíscio, embora ainda existam bolsões de resistência.

AFP
Homens descarregam alimentos que chegam ao campo de refugiados de Mogadíscio neste sábado

Mais operações

Depois da reunião com o primeiro-ministro, Amos disse que a melhora na segurança na capital significa que a ONU pode intensificar os seus esforços humanitários na região.

"Nós estamos intensificando as nossas operações em Mogadíscio", disse ela. "A Acnur (Alta Comissão da ONU para Refugiados), por exemplo, teve três voos realizados para a cidade nesta semana."

Amos disse que, assim como a Acnur, a Unicef (Fundo da ONU para a Infância) e o Programa Alimentar Mundial também tiveram aviões chegando à capital.

No entanto, a operação de ajuda humanitária na Somália ainda enfrenta enormes desafios.

A maioria das áreas afetadas pela escassez de comida ainda são controladas pelo Al-Shabab, que tem sido frequentemente relutante em cooperar com agências internacionais.

A ONU disse, durante esta semana, que a ajuda está chegando a apenas 20% dos habitantes da Somália que precisam dela.

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