Flagrada em vídeo, mãe é condenada por tentar sufocar recém-nascido

Shantaniqua Nykole Scott usou cobertor para encobrir o rosto de seu filho, que estava internado em hospital pediátrico

BBC Brasil |

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Um tribunal do Texas, nos Estados Unidos, considerou uma jovem de 18 anos culpada por tentar matar seu filho recém-nascido por asfixiamento, em um incidente registrado por uma câmera escondida no quarto de hospital onde a criança estava internada.

Divulgação/ Departamento de Polícia de Fort Worth
Shantaniqua foi flagrada por câmera colocada no quarto do hospital por médicos desconfiados
Shantaniqua Nykole Scott, de 18 anos, aparece no vídeo usando um cobertor para encobrir o rosto de seu filho, que estava internado em um hospital pediátrico da cidade de Fort Worth para tratar de problemas respiratórios. Nas imagens feitas no quarto, a jovem aparece por mais de 20 segundos segurando o cobertor sobre o rosto do bebê.

Depois de ser interrompida por uma enfermeira que entrou no quarto, Shantaniqua, que mora na cidade de Waco, voltou a tentar sufocar seu filho, desta vez usando a própria mão para tapar a boca e o nariz da criança por cerca de um minuto.

Confissão

A câmera foi colocada no quarto do hospital depois que médicos desconfiaram do comportamento da mãe. O caso ocorreu em julho de 2010. Agora, com 14 meses de idade, a criança está sob cuidados de uma instituição.

Embora tenha inicialmente negado, a jovem acabou confessando à polícia a tentativa de matar o bebê. Ela afirmou que não estava pronta para ser mãe e que as complicações de criar um filho sem ajuda do pai eram demais para ela.

Segundo o jornal Star-Telegram, a mãe disse à polícia que, antes do caso registrado no hospital, tentou matar o bebê sufocado outras três vezes em sua casa, quando ele tinha apenas quatro meses de idade.

Após ver o vídeo, os jurados levaram apenas 30 minutos para decidir pela condenação de Shantaniqua, em sessão realizada nesta quinta-feira. Em sua defesa, o advogado da mãe alegou que a tentativa de asfixiamento não causou problemas graves à criança.

A pena máxima a que Shantaniqua pode ser sentenciada é a prisão perpétua, mas ela também tem a possibilidade de conseguir liberdade condicional.

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