Filha de milionário foi 'motorista' de participantes de distúrbios em Londres

Laura Johnson nega acusação de roubo e de receptação de objetos roubados afirmando que foi forçada a dar carona a manifestantes

BBC Brasil |

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Filha de um milionário britânico, Laura Jonhson, de 20 anos, nega acusações
A filha de um milionário britânico acusada de roubar 5 mil libras (cerca de R$ 14 mil) em produtos eletrônicos durante a onda de tumultos nas ruas de Londres em agosto atuou como motorista durante as manifestações e saques, segundo a Justiça do Reino Unido.

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Em depoimento à polícia, Laura Johnson, de 20 anos, disse que por cerca de duas horas os manifestantes colocaram produtos eletrônicos furtados em seu carro e ela julgou que não poderia dizer não para um dos envolvidos na ação, conhecido como "T-Man", que tinha acabado de conhecer.

A jovem nega as cinco acusações de roubo e três acusações de receptação de objetos roubados. Ela disse também que os manifestantes que estavam em seu carro sugeriram que ela roubasse joias. "Um dos garotos disse que nós deveríamos assaltar joalherias e afirmou: 'Laura quer ir para casa com um colar de 10 mil libras (R$ 28 mil) hoje'." À polícia, ela disse ter recusado a ideia.

Ordens

Laura afirmou que naquela noite foi até a casa de "T-Man", também conhecido como "D-Man" ou "Sylar", para lhe entregar um carregador de celular. Pouco após chegar ao local, ele e outros rapazes entraram no carro e deram ordens de que ela dirigisse.

Por cerca de duas horas ela dirigiu por diferentes pontos de Londres, conforme era instruída pelos rapazes que passavam por lojas, furtando eletrônicos como televisões. A jovem disse à Justiça que tinha planejado somente entregar o carregador para "T-Man" e jamais imaginou que dirigiria pelas ruas da capital britânica em meio aos tumultos.

"Não tive a impressão de que eles fossem o tipo de pessoa para quem você pode dizer não. Obviamente essa não era a maneira como esperei que meu dia fosse transcorrer. Não foi algo que planejei fazer", afirmou a jovem. Para a promotoria, no entanto, há indícios de que Laura não estava agindo sob coerção dos rapazes. A Justiça ainda avalia o caso.

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