Família é condenada por escravizar e matar homem

Caso de abusos e tortura contra homem de 26 anos escandalizou a Grã-Bretanha

BBC Brasil |

A Justiça da Grã-Bretanha condenou à prisão perpétua um rapaz, sua namorada e sua cunhada pelas acusações de escravizarem, torturarem e assassinarem um homem de 26 anos na cidade de Luton, ao norte de Londres.

Dois irmãos do principal acusado, James Watt, e a mãe deles também foram condenados pelos mesmos crimes e aguardam suas sentenças.

A vítima, Michael Gilbert, teve ainda seu corpo decapitado e desmembrado, e jogado em uma conhecida lagoa em Arseley, onde foi encontrado por pescadores em maio do ano passado.

Segundo as leis britânicas, os três sentenciados terão que cumprir penas mínimas de 15 a 36 anos.

'Vulnerável'

O caso que chocou a opinião pública britânica começou quando Watt e Gilbert se conheceram em um lar para menores, quando ambos tinham 15 anos de idade. Gilbert, descrito como "vulnerável" pela promotoria, não tinha formação educacional nem emprego quando foi morto.

Ainda na adolescência, sua irmã, Patricia, namorou um dos irmãos de Watt e Gilbert costumava dormir na casa da família.

Em 2002, tendo brigado com sua própria mãe e irmãos, o rapaz se mudou para a casa dos Watt, pagando aluguel à mãe deles, Jennifer Smith-Dennis.

Pouco depois, começou a apanhar dos irmãos Watt e a ser tratado como escravo pela família, e era obrigado a dar a eles o dinheiro que recebia como ajuda de custo do governo.

Recentemente, os abusos envolviam também a namorada de James Watt, Natasha Oldfield, e a namorada de outro irmão Watt, Nicola Roberts.

Segundo a polícia, eles agrediam Gilbert com bastões, facadas e mordidas de cachorro, muitas vezes filmando tudo com um celular. Gilbert ainda conseguiu fugir em várias ocasiões, mas foi pego e obrigado a voltar.

A Justiça também deve rever o papel da polícia no caso.

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