Exército colombiano diz ter matado líder das Farc

O Exército colombiano disse que sete guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), incluindo um comandante do grupo, foram mortos nesta quarta-feira após um bombardeio das Forças Armadas a um acampamento da guerrilha instalado na região central do país.

BBC Brasil |


O comandante da frente 50 das Farc, Ciro Gómez Rayo, conhecido como "Enrique Zuñiga", teria morrido durante a operação militar realizada no departamento (Estado) de Tolima, que contou com informações do serviço de inteligência da polícia colombiana.

Outros sete guerrilheiros foram capturados durante a incursão militar e ao menos uma tonelada de explosivos teria sido encontrada no acampamento guerrilheiro, segundo informações das autoridades colombianas.

A ofensiva do governo contra as Farc ocorre menos de 24 horas depois da libertação unilateral e incondicional dos oficiais Pablo Emilio Moncayo, libertado na terça-feira, após 12 anos em cativeiro, e de Josué Daniel Calvo, solto no domingo após 11 meses de sequestro.

'Golpe duro'

O ministro de Defesa, Gabriel Silva, qualificou o bombardeio como um duro golpe à guerrilha.

Segundo ele, a operação mostra que o governo não se deixa "distrair" por "falsas promessas de paz ou gestos aparentemente humanitários", em alusão à proposta de acordo humanitário que as Farc pretendem negociar com o governo do presidente Álvaro Uribe para colocar em liberdade os 22 oficiais que ainda estão em seu poder, em troca da libertação de centenas de guerrilheiros presos.

Enrique Zuñiga entrou para a guerrilha em 1983. De acordo com as autoridades colombianas, havia 36 mandatos de prisão por homicídio, sequestro, extorsão, rebelião, entre outros, contra o guerrilheiro.

A imprensa local informou que o Exército colombiano vinha realizando operações militares na zona do bombardeio a pelo menos duas semanas.

A ofensiva também ocorre na véspera de uma nova operação de resgate que deve partir nesta quinta-feira para recuperar os restos do corpo do major da Polícia Julián Ernesto Guevara, morto em cativeiro.

Assim como ocorreu nos dois últimos resgates realizados nesta semana, esta missão humanitária contará com o apoio logístico do Brasil.

Equador

Ainda nesta quarta-feira, o governo do Equador anunciou a destruição de um acampamento clandestino das Farc na fronteira com a Colômbia.

Segundo Marlon Escobar, procurador da região de Sucumbíos e Carchi, no norte do Equador, onde o acampamento havia sido instalado, o local era utilizado para fabricação de explosivos e tinha capacidade de abrigar até 30 rebeldes.

"Se encontrou um acampamento completo, que tinha dormitório, cozinha e inclusive um cassino", afirmou Escobar à imprensa local.

A permeabilidade da fronteira entre os dois países gerou uma das piores crises diplomáticas da região. Em março de 2008, o Exército colombiano invadiu o Equador para bombardear um acampamento das Farc. Esta ofensiva militar resultou na morte de 25 guerrilheiros, incluindo o número dois no comando das Farc, Raúl Reyes.

A ofensiva colombiana provocou a ruptura de relações diplomáticas entre os países, por decisão do governo de Rafael Correa. Na ocasião, Correa acusou Uribe, principal aliado dos Estados Unidos na região, de violar a soberania territorial de seu país.

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