Exército ameaça usar tanques contra barricada da oposição na Tailândia

Tensão no centro financeiro de Bangcoc pode gerar mais enfrentamentos violêntos na capital do país

BBC Brasil |

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As Forças Armadas da Tailândia ameaçaram isolar e reprimir com tanques e blindados um acampamento de barricadas do movimento de oposição, os chamados camisas vermelhas, na capital, Bangcoc.

Um porta-voz do governo afirmou que a partir das 18h locais (8h em Brasília), a área será cercada e os indivíduos poderão deixar o local, mas não entrar.

AFP
Soldados tailandeses organizam barricadas ao redor do centro financeiro de Bangcoc
Quatro estações de metrô na região fecharão mais cedo e o Exército pediu que lojas e escritórios dentro do perímetro de isolamento também baixem suas portas até esse horário. O acampamento se localiza no centro de compras e negócios de Bangcoc.

Os manifestantes, uma aliança frouxa de ativistas de esquerda, defensores da democracia e seguidores do premiê deposto Thaksin Shinawatra, levantaram barricadas usando pneus e bambus e estão estocando alimentos e geradores.

Eles acusam o atual governo de ilegítimo por ter chegado ao poder através de uma negociação parlamentar e não através do voto.

Temores

A repórter da BBC em Bangcoc Rachel Harvey diz que há temores de que as tensões possam gerar mais enfrentamentos violentos, representando um giro de 180º graus na situação, que parecia estar chegando a uma solução.

O governo anunciou e depois cancelou uma interrupção no fornecimento de água e energia para a região onde os manifestantes se concentram. Eles ocupam partes da capital desde o dia 14 de março.

O premiê tailandês, Abhisit Vejjajiva, propôs a data de 14 de novembro para o processo eleitoral, mas um acordo foi impossibilitado pelo impasse sobre quem são os responsáveis pela repressão que deixou 19 manifestantes, cinco soldados e um jornalista mortos em abril.

A oposição quer que o vice-premiê, Suthep Thaugsuban, responda pelas consequências da violência do mês passado. O governo rejeita.

Em uma entrevista coletiva, o primeiro-ministro disse que decidiu voltar atrás em relação às eleições de novembro "porque os manifestantes se recusaram a se dispersar". "Ordenei às autoridades de segurança que restaurem a normalidade o mais rápido possível", disse Vejjajiva.

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