Executivos da Goldman Sachs negam acusação de fraude

Executivos do banco americano de investimentos americano Goldman Sachs negaram nesta terça-feira em depoimento ao Senado americano que a instituição, acusada de fraudes, tenha cometido irregularidades. "Nego categoricamente as acusações e me defenderei na Justiça contra as falsas alegações", disse Fabrice Tourre, diretor-executivo da Goldman Sachs International, que falou no Senado juntamente com outros diretores do banco.

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Executivos do banco americano de investimentos americano Goldman Sachs negaram nesta terça-feira em depoimento ao Senado americano que a instituição, acusada de fraudes, tenha cometido irregularidades. "Nego categoricamente as acusações e me defenderei na Justiça contra as falsas alegações", disse Fabrice Tourre, diretor-executivo da Goldman Sachs International, que falou no Senado juntamente com outros diretores do banco. Tourre é o único indivíduo, juntamente com o banco, cujo nome é citado na ação por fraude movido pela SEC (Securities and Exchange Commission, órgão que regula o mercado de capitais americano, semelhante à Comissão de Valores Mobiliários brasileira). Também nesta terça-feira deve depor o presidente da empresa, Lloyd Blankfein, que divulgou o texto de seu depoimento, no qual afirma que o banco "discorda fortemente" das acusações. "Temos sido uma empresa voltada ao cliente por 140 anos e se nossos clientes acreditam que não merecemos a confiança deles, não sobreviveremos", disse ele. Críticas A ação da SEC se refere a um produto financeiro atrelado a hipotecas de alto risco (chamadas subprime), negociado pelo banco em 2007, quando o mercado imobiliário dos Estados Unidos começava a apresentar problemas (que depois levariam à crise financeira mundial). Segundo a acusação da SEC, o banco e Tourre deram "declarações falsas" e omitiram "informações vitais" sobre o produto financeiro, o que favoreceu o banco e prejudicou investidores. Na abertura da sessão com Tourre, o senador que preside a comissão de investigação da Casa sobre as origens da crise financeira mundial, Carl Levin, criticou o Goldman Sachs. "Evidências mostram que o Goldman Sachs repetidamente colocou seus interesses e (sua busca por) lucros à frente dos interesses de seus clientes e de nossas comunidades", disse ele. "Seu mau uso de estruturas financeiras exóticas e complexas ajudou a espalhar hipotecas tóxicas pelo sistema financeiro." "E quando o sistema finalmente entrou em colapso sob o peso dessas hipotecas tóxicas, o Goldman lucrou com isso." Claramente frustrado com algumas das respostas que recebia dos executivos do banco, Levin os acusou de usarem uma estratégia de fugir das perguntas. "Ficaremos aqui o quanto for necessário para que consigamos as informações", disse ele. A sabatina desta terça-feira, focada no papel dos bancos de investimentos, é a quarta que investiga as origens da crise econômica e o colapso do mercado imobiliário americano.

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