Ex-chefe do exército de Ruanda sofre atentado na África do Sul

Oficial estava exilado e, segundo sua mulher, foi vítima de tentativa de assassinato

BBC Brasil |

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Um ex-chefe do estado-maior de Ruanda, o general Faustin Kayumba Nyamwasa, foi atingido por tiros na África do Sul e levado em estado grave a um hospital de Johannesburgo, onde está sendo operado.

Sua mulher disse à BBC que o casal estava voltando das compras quando um homem armado abriu fogo contra o carro em que estavam e só parou quando a arma falhou. Ela disse que o atentado foi uma tentativa de assassinato, já que não houve nenhuma exigência por dinheiro ou bens.

Nyamwasa, um crítico do presidente de Ruanda, Paul Kagame, fugiu de Kigali em fevereiro. O analista de África da BBC Martin Plaut disse que o general Nyamwasa era um dos confidentes mais próximos de Kagame até eles se desentenderem.

Eleições

Desde que chegou à África do Sul, o ex-chefe do Exército vinha acusando o presidente de corrupção, o que foi negado pelas autoridades de Ruanda.

Dois meses após Nyamwasa ter se exilado, juntamente com outro oficial militar de alta patente, Kagame fez uma reforma na liderança do Exército antes das eleições previstas para agosto. Na época, os dois oficiais de alta patente foram também suspensos e presos.

As eleições vão ser a segunda votação para presidente desde o genocídio de 1994, em que 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos.

Nyamwasa teve um papel importante no grupo rebelde Frente Patriótica de Ruanda, que acabou com os assassinatos e que agora está no poder.

Kagame, que também já foi um líder rebelde, é visto por muitos no Ocidente como um dos líderes mais dinâmicos da África. Porém, críticos mostram preocupação em relação a suas tendências mais autoritárias e o governo foi recentemente acusado de ameaçar a oposição antes das eleições.

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