EUA têm primeiras mortes no Iraque após anunciarem fim de combates

Dois soldados americanos foram mortos após um ataque de um homem armado vestido com o uniforme dos militares iraquiano

BBC Brasil |

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O Exército dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira que dois soldados americanos mortos no norte do Iraque, uma semana depois de Washington ter anunciado o fim das suas operações de combate no país asiático.

As baixas foram as primeiras depois do anúncio americano, feito no dia 31 de agosto pelo presidente americano, Barack Obama.

Segundo um comunicado do Exército, por volta das 15h50 (hora local, 9h50 no horário de Brasília) desta terça-feira um homem armado, vestido com o uniforme dos militares iraquianos, lançou um ataque contra os americanos, que estavam reunidos com comandantes locais em uma base militar na cidade de Tuz Khormato, a 210 km ao norte de Bagdá.

Onze soldados teriam se envolvido então no tiroteio que se seguiu, que, além dos dois mortos, deixou nove feridos. O atirador teria morrido no incidente.

‘Trágico’
No dia 31 de agosto, o presidente americano, Barack Obama, declarou que as ações de combate no Iraque haviam oficialmente terminado.

Atualmente, há 50 mil soldados americanos no país, mas eles apenas dão apoio às forças iraquianas. A última brigada de combate dos Estados Unidos deixou o país em meados de agosto.

Um porta-voz do Exército dos Estados Unidos, o major Lee Peters, disse ao correspondente da BBC no Iraque Gabriel Gatehouse que ainda não está claro se o atirador estava infiltrado entre os militares locais ou se era um soldado.

Para o general Tony Cucolo, "foi um ato trágico e covarde". Em um comunicado, ele afirmou que acredita que "foi um incidente isolado e que não reflete a situação das forças de seguranças iraquianas."

Todas as forças americanas devem deixar o Iraque até o final de 2011. Desde o início da guerra, em março de 2003, mais de 4,4 mil militares americanos foram mortos no país.

Astro da TV
Também nesta terça-feira, Riad Al-Saray, um famoso apresentador de TV iraquiano, foi morto nesta terça-feira em Bagdá quando deixava sua casa, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras.

Saray apresentava um programa religioso na TV Al-Iraqiya e era conhecido por suas tentativas de superar as diferenças sectária entre os iraquianos. Ele também integrava um conselho local no bairro xiita de Shula, no noroeste da capital iraquiana.

De acordo com a ONG, Saray foi o 15º jornalista da Al-Iraqiya morto desde o fim do regime de Saddam Hussein.

Segundo um relatório do grupo divulgado hoje, 230 jornalistas e outros profissionais da imprensa foram mortos no Iraque desde a invasão americana, em 2003.

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