EUA reforçam segurança aérea após atentado em NY

Após suspeito de ataque frustrado ter embarcado para Dubai, autoridades mudam regra para tentar impedir novas falhas

BBC Brasil |

© AP
Faisal Shahzad, em foto publicada no Orkut
Autoridades aéreas dos Estados Unidos reforçaram nesta quarta-feira as medidas de segurança para passageiros embarcando no país, depois que o homem acusado de estar por trás do atentado frustrado em Nova York foi preso já dentro de um avião, tentando fugir.

Agora, as companhias aéreas são obrigadas a verificar as suas listas de passageiros em até duas horas após receberem uma notificação de inclusão de pessoas na relação de proibidos de voar no país. Até agora, esse prazo era de 24h.

Faisal Shahzad, de 30 anos, embarcou na segunda-feira num voo da empresa aérea Emirates para Dubai no aeroporto JFK em Nova York, mesmo tendo sido incluído na lista de passageiros proibidos.

Apenas quando funcionários da alfândega checaram a lista de passageiros 30 minutos antes da decolagem é que o nome do americano de origem paquistanesa foi descoberto e ele foi detido.

Vigilância

Segundo um correspondente da BBC em Nova York, a imprensa americana diz que Shahzad teria começado a ser vigiado pelas autoridades do país já em 2004.

O cidadão americano de origem paquistanesa teria admitido envolvimento e foi indiciado pela tentativa de explodir no sábado um carro na Times Square, um dos principais pontos turísticos de Nova York. "Está claro que este era um plano terrorista para assassinar americanos em um dos pontos mais movimentados do país", disse o secretário de Justiça americano, Eric Holder.

Shahzad agora enfrenta acusações de terrorismo e tentativa de usar uma arma de destruição em massa, além de transportar explosivos com intenção de matar.

Ele não compareceu à audiência com um juiz na terça-feira em que foi formalmente acusado. As autoridades americanas não revelaram o motivo. O acusado foi interrogado e teria admitido comprar um veículo, colocar no automóvel uma bomba caseira e dirigir o carro até Times Square. A bomba não detonada forneceu pistas consideradas cruciais, que ajudaram os investigadores a localizar Shahzad.

O número de registro do veículo também foi útil para a polícia, conduzindo-a à ex-dona, que disse que havia vendido o carro ao acusado em troca de dinheiro vivo sem que a transferência do veículo fosse oficializada. A ex-proprietária deu à polícia o número de celular pré-pago de Shahzad, e documentos apresentados à Justiça indicam que o telefone foi usado para ligações a uma loja de fogos de artifício.

Os investigadores americanos revelaram ainda que Shahzad disse que agiu sozinho e que não tem qualquer associação com grupos militantes estrangeiros.

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