EUA não vão se intimidar com tentativa de atentado, diz Obama

O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que o atentado frustrado com um carro-bomba em Nova York, no último sábado, é um "lembrete preocupante dos tempos em que vivemos", mas afirmou que os Estados Unidos não serão intimidados. Obama disse que o FBI e a polícia local têm "todos os instrumentos necessários para descobrir tudo o que for possível".

BBC Brasil |

"Isso inclui qualquer ligação, se é que ela existe, com grupos terroristas", afirmou o presidente americano. "Justiça será feita e continuaremos a proteger o povo americano." "Sabemos que o objetivo dos que cometem estes ataques é nos forçar a viver com medo", acrescentou Obama. "Mas, como americanos e como nação, não seremos aterrorizados, não seremos acovardados ou intimidados." Suspeito Investigadores revelaram nesta terça-feira que o principal suspeito pelo atentado admitiu ter agido sozinho e disse não ter qualquer associação a grupos militantes estrangeiros, embora relatos vindos do Paquistão indiquem que pelo menos um paquistanês foi detido por suspeita de envolvimento com o caso. Faisal Shazad - um cidadão americano, com 30 anos de idade, nascido no Paquistão - foi detido na noite de segunda-feira quando tentava embarcar para Dubai. O suspeito está sendo interrogado e deve comparecer a um tribunal de Nova York ainda nesta terça-feira. Shazad teria se naturalizado americano no ano passado e voltado recentemente de uma viagem de cinco meses ao Paquistão. O governo paquistanês teria oferecido total cooperação aos Estados Unidos. Autoridades afirmaram acreditar que Shazad comprou recentemente o carro que foi encontrado cheio de explosivos improvisados no coração de Times Square - um dos locais com maior concentração de turistas em Nova York. O FBI, a polícia federal americana, confirmou ter revistado nesta terça-feira a casa de Faisal em Bridgeport, cidade do Estado de Connecticut. Vários sacos lotados com material coletado foram retirados do local. Detonação controlada O secretário de Justiça americano, Eric Holder, afirmou estar claro que a bomba tinha a intenção de matar cidadãos americanos. "Essa investigação está em andamento, bem como as nossas tentativas de reunir informações de inteligência e seguir diversas pistas", disse Holder. Segundo a polícia, o veículo Nissan Pathfinder foi adquirido em troca de dinheiro vivo há cerca de três semanas de um homem em Connecticut sem que fosse feita a atualização do nome do proprietário. O artefato explosivo - feito com fertilizantes, fogos de artifícios, gasolina e gás propano - foi descrito como "amador", mas, segundo as autoridades, tinha o potencial de causar um incidente "mortal". Alertada por um vendedor de rua, a polícia desativou o carro-bomba e realizou uma detonação controlada. O correspondente da BBC em Washington, Steve Kingstone, afirma que o caso, tratado até agora como um evento isolado, tomou uma "direção internacional" com os novos eventos. Uma força conjunta antiterrorismo, que inclui oficiais do Departamento de Justiça e do FBI, está agora analisando as ligações telefônicas feitas pelo homem. Logo após o atentado, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e a secretária americana de Segurança Interna, Janet Napolitano, insistiram que não havia evidências de que a tentativa de atentado tenha ligação com alguma grande rede extremista, como a Al-Qaeda.

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