EUA devem detalhar plano para o Oriente Médio

Em comunicado, país deve anunciar retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos

BBC Brasil |

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A BBC apurou que o governo americano está prestes a divulgar um comunicado anunciando a retomada de negociações de paz diretas entre israelenses e palestinos, após meses de contatos indiretos e nove anos sem negociações significativas.

Tanto os Estados Unidos como outros integrantes do chamado Quarteto (grupo que discute o processo de paz no Oriente Médio, composto por Rússia, Estados Unidos, ONU e União Europeia) vêm discutindo uma fórmula para persuadir ambos os lados a voltar a negociar, após meses de negociações indiretas.

O comunicado, que deve ser divulgado nas próximas 48 horas, deve incluir um cronograma e outros detalhes que devem servir como base para as negociações. O objetivo seria o estabelecimento, no futuro, de um Estado palestino convivendo pacificamente com Israel.

Sem garantias

Nas últimas semanas, o enviado especial dos Estados Unidos ao Oriente Médio, Robert Mitchell, tem feito contato com autoridades israelenses e palestinos com o objetivo de permitir a retomada das negociações.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, vem repetindo estar pronto para a retomada das negociações, mas sem pré-condições. Já o presidente palestino, Mahmoud Abbas, deseja garantias de que as fronteiras do futuro Estado palestino vão ser baseadas nas linhas do cessar-fogo após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Abbas também exige o congelamento de construções em assentamentos judaicos em territórios palestinos ocupados antes da retomada de negociações.

Mas, segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Wyre Davies, mesmo se os dois líderes concordarem em negociar, a possibilidade de sucesso é restrita já que eles enfrentam forte pressão de vários grupos e possuem pouca margem para barganha. Existem também sérios desentendimentos em alguns dos principais temas. No final de semana grupos palestinos baseados na Síria, incluindo o Hamas, rejeitaram a possibilidade da retomada de negociações diretas com os israelenses.

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