EUA desistem de tentar convencer Israel a congelar construções

Medida é exigência de palestinos para retomada das negociações diretas de paz na região

BBC Brasil |

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O governo americano abandonou os esforços para convencer Israel a congelar as construções em assentamentos judaicos em territórios palestinos, segundo fontes da Casa Branca e do Departamento de Estado.

O congelamento é uma das exigências dos palestinos para retomar as negociações diretas de paz, e os Estados Unidos vinham tentando persuadir Israel a interromper as construções.

AFP
Casas em construção em Har Gillo, assentamento judaico na Cisjordânia

No mês passado, o governo americano ofereceu a Israel um pacote de incentivos em troca de um novo congelamento de 90 dias nas construções em assentamentos na Cisjordânia. Mas, segundo uma fonte do governo, os esforços para persuadir Israel fracassaram.

“Nós vínhamos buscando uma suspensão (nas construções) como forma de criar as condições para a retomada das negociações”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley.

“Depois de esforços consideráveis, nós concluímos que isso não cria uma base sólida para trabalhar por nosso objetivo comum de um acordo (de paz)”, afirmou.

Negociações

O porta-voz disse, porém, que a decisão não significa que os Estados Unidos vão desistir de retomar as negociações diretas entre os dois lados. “Nós continuamos a buscar a paz no Oriente Médio”, disse Crowley. “Nada mudou.”

Segundo Crowley, os Estados Unidos vão manter diálogos com ambas as partes e “continuar a buscar maneiras de criar a confiança” para que possam finalmente se engajar em negociações diretas. As negociações diretas entre israelenses e palestinos foram retomadas no início de setembro, após quase dois anos paradas, mas acabaram sendo interrompidas poucos dias depois, quando expirou o congelamento das construções em assentamentos na Cisjordânia.

Os assentamentos em territórios palestinos são considerados ilegais pela lei internacional, mas essa interpretação é constestada por Israel.

O processo de paz deverá ser abordado pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em um discurso nesta sexta-feira.

Também está prevista a presença de negociadores palestinos e israelenses em Washington na próxima semana.

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