Especialistas da Nasa recomendam exercício aos mineiros no Chile

Trabalhadores também precisam regular o sono, segundo recomendações da agência espacial

BBC Brasil |

selo

Cientistas da agência espacial americana Nasa recomendaram que os 33 mineiros soterrados há quase um mês em uma mina no Chile se exercitem e tentem regular seu sono para o turno da noite. A ausência de luz natural dificulta a tarefa de regular o sono, segundo os especialistas. Eles também recomendam que os mineiros recebam mais vitamina D.

O psicólogo da Nasa Al Holland sugeriu um regime de exercícios semelhantes aos que são praticados por astronautas. "Antes de mandarmos astronautas para o espaço, eles são submetidos a um programa de exercícios", disse Al Holland a jornalistas na sexta-feira. "Mesmo sabendo que os mineiros já estão trabalhando lá embaixo, nós vamos querer estabelecer um programa de exercícios em algum momento, na medida em que eles passarem a comer mais."

Cada mineiro já perdeu cerca de 10 quilos desde que ficaram soterrados. Eles não podem engordar muito, para poderem passar pelo estreito túnel que será usado no resgate. Espera-se que a operação de resgate dure pelo menos três meses.

Os especialistas da Nasa reiteraram na sexta-feira a importância dos ciclos de dia e noite na rotina dos mineiros. "Uma coisa que recomendamos é que sempre exista uma parte da mina, uma área comunitária, que seja permanentemente iluminada", afirma Holland.

"E que exista uma parte sempre escura, usada para se dormir. Uma terceira área deveria ser separada apenas para trabalho. O estabelecimento de turnos faz com que os mineiros migrem por essas localidades geográficas [com iluminações diferentes], o que ajuda a regular o ciclo de luz diurna."

'Plano C'

As equipes de resgate afirmaram na sexta-feira que vão iniciar a perfuração de um segundo túnel de resgate nos próximos dias. A nova perfuração pretende fazer um túnel em um ângulo diferente, que funcionará como um “plano B” do primeiro túnel, informa o repórter da BBC no Chile Gideon Long.

Mas autoridades não sabem se a iniciativa encurtará a permanência dos mineiros no subsolo – ambos os túneis devem levar de três a quatro meses para chegar aos 700 m de profundidade onde os mineiros se encontram desde 5 de agosto.

No primeiro túnel, as escavações tiveram problemas para perfurar os primeiros 40 metros por encontrar uma falha geológica, que forçou as equipes a reduzir o ritmo e a reforçar o poço de resgate com concreto. Os engenheiros temem que a falha permita a entrada de água na mina e crie o risco de inundações no local.

Segundo o jornal chileno La Nación, existe ainda um “plano C” anunciado pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, que consistirá em uma máquina petrolífera cuja instalação requer uma plataforma do tamanho de um campo de futebol. Segundo o presidente, esse equipamento iniciará suas perfurações antes de 18 de setembro.

    Leia tudo sobre: chileminamineirosresgate

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG