Espanha prende quadrilha brasileira que roubava bancos pela internet

Rede era liderada por hacker baseado no Brasil; dos 39 acusados, 30 foram presos, dos quais 21 brasileiros

BBC Brasil |

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A polícia da Espanha desmantelou nesta quinta-feira, em Barcelona, uma quadrilha brasileira especializada em falsificação de documentos e invasão de sistemas de segurança na internet. Com a ajuda de um hacker, os acusados supostamente esvaziavam contas bancárias.

Segundo a polícia, os falsificadores criavam carteiras de identidade e passaportes europeus. Com esses documentos abriam contratos de telefonia para smartphones, entravam nos sistemas das empresas e nas contas dos clientes. A quadrilha também fazia compras com o dinheiro alheio.

A rede era liderada por um hacker baseado no Brasil. Dos 39 acusados de integrar o grupo, 30 já foram presos, sendo 21 deles brasileiros. Também foram detidos dois espanhóis, três chilenos e quatro paquistaneses. Outros nove brasileiros foram indiciados e se encontram foragidos.

De acordo com os investigadores, o chefe brasileiro do grupo era o responsável por organizar um esquema que lhes permitia fazer operações de fraude transferindo dinheiro de uma conta para outra. Dessa forma a quadrilha pirateou sistemas de bancos, operadoras de telefonia, lojas e clientes.

Investigação

A operação policial começou há seis meses. Os detetives da Área Territorial de Investigação tinham mais de 300 queixas de empresas e cidadãos reclamando de compras e transferências bancárias feitas de forma fraudulenta.

Segundo a polícia, alguns clientes chegaram a perder tudo o que havia em suas contas, tendo assim que provar aos bancos que não haviam feito compras nem esvaziado os fundos bancários. A quadrilha lucrava ainda gastando os saldos dos telefones, repassando aparelhos e vendendo documentos falsos.

A operação policial prendeu integrantes da quadrilha nas cidades de Barcelona, Badalona, Santa Coloma de Gramanet e Hospitalet de Llobregat, todas na região da Catalunha. A polícia apreendeu também centenas de documentos adulterados, material informático e dados sobre clientes e empresas roubados.

Todos os indiciados serão julgados na Espanha, podendo pegar penas entre três e nove anos de cadeia cada um se condenados.

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