Espanha prende brasileiro que se passava por alto funcionário da ONU

Homem foi preso em Madri com 54 obras de arte e objetos arqueológicos que custariam mais de R$ 1 milhão no mercado negro

BBC Brasil |

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Guarda Civil da Espanha
Imagem divulgada pela Guarda Civil da Espanha mostra um dos objetos encontrados com o brasileiro
Um brasileiro procurado pelos serviços de inteligência de vários países por tráfico de peças arqueológicas foi preso nesta sexta-feira na Espanha se fazendo passar por um alto diplomata das Nações Unidas.

Ele foi flagrado na capital espanhola, Madri, com 54 obras de arte e objetos arqueológicos que custariam no mercado negro mais de R$ 1 milhão, segundo os cálculos da polícia.

Alegando sua ligação com a ONU, o brasileiro afirmou que viajava frequentemente com relíquias de diversos países por motivos profissionais.

Mas a divisão da polícia espanhola que vigia a circulação de peças protegidas consultou a origem dos objetos com os serviços de inteligência de outros países e descobriu que os documentos referentes a eles eram falsos.

Procurado

A polícia encontrou também a identidade real do brasileiro (cujo nome não foi divulgado à imprensa) que estava na lista de traficantes de relíquias mais procurado por seis países. O acusado foi pego com 45 peças de marfim, uma de coral vermelho e oito ossos.

Segundo a polícia, o suposto traficante brasileiro tem antecedentes por falsidade ideológica, falsificação de documentos e fraude financeira em outros países. Os investigadores confirmaram à BBC Brasil que o detido não deverá ser extraditado ao Brasil antes de ser julgado na Espanha - onde cumprirá pena, se condenado.

Só pelo delito de contrabando de relíquias arqueológicas pode pegar de dois anos a seis anos de prisão. Pelo crime de falsificação de documentos, a pena varia de três anos a seis anos, e de um ano a três anos por falsidade ideológica.

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