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Espanha acusa Venezuela de cooperar com ETA e FARC

Um juiz espanhol acusou o governo da Venezuela de cooperar com o grupo separatista basco ETA e com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), num plano para atacar autoridades colombianas na Espanha. De acordo com o juiz Eloy Velasco, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e seu antecessor, Andres Pastrana, estariam entre os alvos dos ataques do ETA e das FARC.

BBC Brasil |

Ainda segundo ele, as Farc teriam pedido ajuda a membros do ETA para localizar, na Espanha, o ex-presidente colombiano Andrés Pastrana, a ex-embaixadora colombiana na Espanha, Noemí Sanín, o ex-candidato a presidência e duas vezes prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, e o vice-presidente colombiano Francisco Santos, "com o objetivo de atentar contra a vida de algum deles durante sua permanência na Espanha".

Logo após o anúncio das acusações, o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Rodríguez Zapatero, pediu "explicações" ao governo Chávez.

Em resposta, o ministério de Relações Exteriores da Venezuela emitiu um comunicado classificando as acusações contra o governo de Hugo Chávez como "inaceitáveis, de natureza e motivação política".

Processo
O impasse teve início nesta segunda-feira após o anúncio do juiz Eloy Velasco, da Audiência Nacional (equivalente à Suprema Corte) de que seis supostos integrantes do ETA - entre eles Arturo Cubillas Fontán, a quem a Corte diz ter ocupado um cargo no ministério de Agricultura e Terras da Venezuela - serão processados. Velasco anunciou que também processará a sete supostos membros das FARC.

Fontán é acusado pelo juiz de "crime de conspiração para cometer homicídios terroristas".

Segundo o magistrado, Fontán é "responsável do coletivo do ETA nessa zona da América desde 1999, encarregando-se de coordenar relações com as FARC", disse.

No comunicado da chancelaria venezuelana, o governo argumenta que Fontán reside na Venezuela desde maio de 1989 - uma estadia que seria resultado de acordos diplomáticos firmados entre os presidentes da Venezuela, Carlos Andrés Pérez e do espanhol Felipe González, na década de 70.

Em um telefonema ao ministro das Relações Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, classificou as acusações de "infames".

De acordo com a imprensa espanhola, o juiz Velasco teria se baseado nas informações encontradas no suposto computador do líder guerrilheiro Raúl Reyes, morto há um ano, durante um bombardeio do Exército da Colômbia em território equatoriano.

A Venezuela também questionou a veracidade desses documentos. "Resulta também surpreendente que o juiz ressuscite a desgastada farsa do computador, que já passou a formar parte do folclore político colombiano", diz o comunicado.

Raúl Reyes, o número 2 da guerrilha, foi morto em 1º de março de 2008 depois de um ataque do Exército da Colômbia a um acampamento do grupo no Equador. Desde então, há relatos de que o computador do líder, com várias informações sobre a guerrilha, teria sido apreendido.

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