Escolas públicas de Israel terão aulas obrigatórias de árabe

Autoridades de educação afirmam que a iniciativa transformará o ensino do idioma em uma ponte cultural entre judeus e árabes

BBC Brasil |

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As autoridades de Israel introduziram um novo programa que torna o ensino do idioma árabe obrigatório em escolas públicas.

O programa, que começou como um projeto piloto no início do ano em 170 escolas do norte de Israel, e logo será ampliado para escolas públicas de todo o país, prevê aulas obrigatórias de árabe a partir da quinta série.

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Textos são escritos em hebraico (à esq.) e árabe (à dir.) em centro de educação árabe-judaica em Jerusalém (09/10/2007)
As autoridades do setor de educação israelense afirmam que a nova iniciativa, chamada de Ya Salam, vai transformar o ensino do idioma em uma ponte cultural e promover a tolerância entre judeus e árabes.

De acordo com a repórter da BBC para o Oriente Médio Shahzeb Jillani, até o momento em Israel, nas escolas árabes, as crianças são obrigadas a aprender o hebraico. Por outro lado, as crianças israelenses mais velhas podem optar se querem ou não aprender o idioma árabe - algo que o novo programa pretende mudar.

Segundo o jornal Haaretz, o aumento na demanda de matrículas de estudantes em aulas do idioma árabe levou as autoridades do Ministério da Educação israelense a repensar o currículo nacional.

"Vivemos em um país que tem dois idiomas oficiais", afirmou Shlomo Alon, chefe do setor de Educação Árabe e Islâmica no Ministério da Educação israelense, ao Haaretz. "Estudar o árabe vai promover tolerância e transmitir uma mensagem de aceitação", acrescentou.

Alon afirmou ainda que o Ministério está interessado no reconhecimento de todos os cidadãos do Estado e em dar oportunidade para professores de árabe na educação israelense. Existem cerca de mil professores de árabe, a maioria deles judeu. "O Estado quer a igualdade completa de cidadania. Não vamos lidar com conflitos tendo como base a identidade cultural", disse.

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