Escocês que se recusa a usar roupa é preso por ir nu a julgamento

Stephen Gough, 52 anos, é condenado a 657 dias de prisão por aparecer sem roupas em corte de Perth, na Escócia

BBC Brasil |

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O escocês Stephen Gough, que se recusa a usar roupas, foi preso por mais 657 dias após ter desfrutado de menos de 60 segundos de liberdade. O homem de 52 anos foi preso do lado de fora da prisão de Perth, na Escócia, quase que imediatamente após ter concluído sua sentença de 21 meses.

Ele foi considerado culpado de perturbar a paz e de desacato a um tribunal, após aparecer nu na corte, depois de ter saído da cadeia. O julgamento de Gough foi interrompido até que um juiz pediu que uma folha de papel pardo fosse disposta no acento em que ele iria sentar, por ''razões de higiene''.

O tumulto lhe valeu a acusação de perturbação da paz e ele foi considerado culpado de desacato por se recusar a cobrir suas partes durante o julgamento.

Em sua defesa, o escocês alegou que prendê-lo por andar sem roupas constituía uma violação de seus direitos humanos. Mas o xerife Michael Fletcher já havia rejeitado o argumento do nudista e considerado-o culpado de se portar de forma inadequada por se recusar a se vestir e por perturbar a paz em 20 de julho deste ano.

O xerife Fletcher afirmou: "O tribunal espera que aqueles que vêm aqui se vistam de forma digna. No passado, isso já foi explicado a você. Eu dei a oportunidade de que você se vestisse''.

Gough ganhou fama após ter caminhado da Cornuália, no sul da Inglaterra, até o outro extremo da Grã-Bretanha, em John O'Groats, na Escócia, depois que abandonou sua profissão como motorista de caminhão.

Ele vem sendo seguidamente preso do lado da prisão de Perth, na Escócia, logo após ter cumprido cada uma de suas sentenças, por se recusar a se vestir.

A sentença mais recente, de 657 dias - a mais longa a que já foi condenado - inclui um período relativo à sentença anterior, que ele não chegou a cumprir integralmente, uma pena de um ano por perturbação da paz e de mais 90 dias por desacato ao tribunal.

Gough afirmou: ''O que estou fazendo se baseia na minha crença do que sou e o que eu sou não é indecente. Pessoas normais possuem preconceitos e intolerâncias.''

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