Enfermeira britânica é flagrada ao desligar respirador

Segundo irmã de paciente, nível de entendimento do britânico que recebe cuidados era normal, mas ficou igual ao de uma criança

BBC Brasil |

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Uma enfermeira foi filmada por uma câmera de vigilância desligando por engano o respirador artificial de um paciente na Inglaterra.

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Violeta Aylward trabalhava para agência cujos serviços foram contratados pelo sistema público de saúde britânico
Violeta Aylward trabalhava para uma agência cujos serviços foram contratados pelo sistema público de saúde britânico, o NHS. Ela atendia o tetraplégico Jamie Merrett, de 37 anos, na residência do paciente, em Wiltshire. Em 2009, Merrett instalou uma câmera perto de sua cama, pois já temia pela qualidade do atendimento. Dias depois, a câmera registrou o momento em que a enfermeira desliga o aparelho.

O vídeo da câmera de vigilância mostra a outra enfermeira perguntando a Violeta o que ela tinha feito. Em seguida, elas entram em pânico e tentam usar um outro aparelho, de forma incorreta, para voltar a fornecer oxigênio para o paciente.

Merrett até tentou alertar Violeta, fazendo estalos com a língua, mas a enfermeira não percebeu o sinal do paciente, que ficou sem oxigênio durante 21 minutos - até que os paramédicos chegassem e conseguissem religar a máquina.

Sequelas

Jamie Merret precisa de cuidados em casa desde 2002, quando sofreu o acidente que o deixou tetraplégico. Mas ele era independente, conseguia controlar sua cadeira de rodas e usar um computador com um sistema ativado por sua voz. Depois do incidente, sofreu danos cerebrais graves.

A irmã do paciente, Karren Reynolds, diz que ele agora está completamente mudado e "não tem mais uma vida". Seu nível de entendimento, que antes era normal, agora é o de uma criança. O advogado da família afirma que ninguém admitiu a responsabilidade pelo episódio, quase dois anos depois do incidente. O NHS local apenas declarou que tomou medidas para que o caso não se repita.

A enfermeira está suspensa, e o incidente ainda está sendo investigado pelo Conselho de Enfermaria britânico.

Assista ao vídeo:

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