Em mensagem póstuma, Bin Laden exalta rebeliões no mundo árabe

Especialistas americanos acreditam que a fita é legítima e teria sido gravada semanas antes de ele ter sido morto

BBC Brasil |

Uma fita de áudio contendo uma mensagem póstuma do líder da rede Al-Qaeda Osama Bin Laden foi divulgada em sites islâmicos radicais. Na mensagem, o idealizador dos ataques do 11 de Setembro de 2001 exalta as rebeliões populares no Oriente Médio e norte da África .

Bin Laden foi morto por tropas americanas em 2 de maio de 2011 , na casa em que estava escondido, na cidade de Abbottabad , no Paquistão. Especialistas americanos acreditam que a fita é legítima e teria sido gravada semanas antes de ele ter sido morto.

''A Tunísia foi a primeira e, como que num piscar de olhos, os cavaleiros do Egito conduziram a flecha que partiu dos cidadãos livres da Tunísia para a praça Tahrir e, então, teve início uma grande revolução. E que revolução! Ela foi decisiva para todo o Egito, para toda a nação que buscou refúgio em Deus.''

Oportunidade

Na mensagem, o líder militante radical conclama muçulmanos a aproveitar a oportunidade de rejeitar o que ele descreveu como sendo regimes corruptos em favor da lei islâmica.

''Filhos da minha nação muçulmana, vocês estão diante de uma encruzilhada crítica e uma grande e rara chance histórica de erguer sua nação e liberar a si mesmos da escravidão, dos caprichos dos governantes, das leis temporárias da hegemonia ocidental. Seria um grande pecado e uma ignorância grave desperdiçar essa chance que a nação está à espera há várias décadas'', afirma Bin Laden.

Apesar da tentativa de Bin Laden de explorar as revoltas populares no mundo árabe, as insurreições no Oriente Médio tiveram um caráter espontâneo e não foram instigadas pela Al-Qaeda ou por clérigos radicais.

As rebeliões populares já provocaram a queda dos regimes do Egito e da Tunísia e vêm causando tensões políticas no Bahrein, na Síria e na Líbia.

Muitos desses países, governados por líderes seculares, combateram duramente a infiltração da Al-Qaeda em seus países, temendo que a rede militante pudesse desestabilizar seus regimes.

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