Em meio a greves e protestos, Sarkozy forma gabinete de crise

Paralisações em refinarias causam falta de combustíveis

BBC Brasil |

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A França vive nesta segunda-feira uma onda de greves e protestos devido à reforma na Previdência do país. O presidente Nicolas Sarkozy formou um gabinete de crise com ministros para adotar medidas de emergência.

As paralisações afetam principalmente o setor de combustíveis. Refinarias e depósitos de petróleo foram bloqueados, o que causa a falta de combustível em várias localidades. Mais de 1,5 mil postos de gasolina estão fechados.

Em Lyon, centenas de manifestantes entraram em confronto com a polícia. Carros foram queimados e dezenas de pessoas foram presas. Também foram registrados confrontos nos arredores de Paris.
A autoridade de aviação civil francesa determinou o cancelamento de praticamente um terço dos voos, devido à falta de abastecimento.

Já os motoristas e caminhoneiros realizaram uma operação-tartaruga que causou 192 km de congestionamento na capital francesa.

No setor ferroviário, a maioria das linhas de trem no país opera com apenas 50% de sua capacidade. Não há garantias de circulação para nenhuma delas.

Os sindicatos de ferroviários informaram que seguirão, a partir de terça-feira, uma greve iniciada na Bélgica, que já interrompeu nesta segunda-feira a ligação pelo Eurotúnel entre Londres e Bruxelas.

Mudança na aposentadoria
O objetivo dos manifestantes é forçar o governo a recuar no projeto de reforma da Previdência, que deve ir a votação no Senado ainda nesta semana.

Um dos pontos mais polêmicos da proposta aumenta a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos.

Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal Le Parisien, 52% dos franceses se dizem favoráveis a uma nova jornada de greve no país. O número chega a 72% quando perguntados se têm simpatia pelo movimento.

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