Dilma determina urgência para libertação de brasileiro na Líbia

Correspondente do jornal 'Estado' em Paris foi preso na região de Zawiya, cenário de confrontos das forças de Kadafi com rebeldes

BBC Brasil |

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Foto de arquivo de 2007 do repórter Andrei Netto, correspondente do Estado de S. Paulo em Paris
A presidente Dilma Rousseff determinou ao ministro interino de Relações Exteriores, Ruy Nogueira, “providências urgentes” para garantir a “integridade física e a libertação” do repórter brasileiro Andrei Netto , do jornal O Estado de S.Paulo, que estaria preso na Líbia.

Segundo nota oficial do Planalto, Dilma foi informada pelo Itamaraty que o repórter estaria na localidade de Sabratha, a 60 km de Trípoli. O comunicado afirma ainda que Dilma "está acompanhando com atenção a situação do jornalista ".

De acordo com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o embaixador da Líbia no Brasil, Salem Omar Abdullah Al-Zubaidi, disse que Andrei Netto foi preso por ter entrado na Líbia sem visto. O diplomata disse a Suplicy que a libertação ocorrerá nas próximas horas, mas não deu detalhes sobre a data exata da detenção, nem sobre o estado de saúde do jornalista.

O senador disse ainda que, segundo Al-Zubaidi, Netto estava acompanhado, no dia de sua prisão, do jornalista Ghaith Abdul-Ahad, do diário inglês The Guardian, que está desaparecido.

A publicação inglesa afirma que Abdul-Ahad fez seu último contato no último domingo, por meio de um terceiro, e que "esforços urgentes" estão sendo tomados para confirmar o seu paradeiro.

Equipe da BBC

Forças de segurança leais ao líder líbio Muamar Khadafi prenderam e torturaram três integrantes de uma equipe da BBC quando eles tentavam entrar em Zawiya.

O repórter de origem palestina Feras Killani, o cinegrafista turco Goktay Koraltan e o segurança britânico Chris Cobb-Smith foram presos na segunda-feira e, após 21 horas detidos, foram soltos e já deixaram a Líbia. Eles foram encapuzados, algemados e agredidos por membros do Exército líbio e da polícia secreta. Também foram ameaçados de morte e submetidos a tortura e simulações de execução.

A BBC emitiu uma declaração em que condena o "tratamento abusivo" de seus jornalistas. "A segurança de nossos funcionários é nossa primeira preocupação, especialmente quando eles estão trabalhando em circunstâncias tão difíceis, e é essencial que jornalistas trabalhando para a BBC, ou qualquer organização de mídia, possam cobrir a situação na Líbia sem medo de ser atacados", diz a declaração assinada por Liliane Landor, diretora dos serviços de língua estrangeira da BBC. "Apesar destes ataques, a BBC vai continuar a cobrir a situação na Líbia para nosso público dentro e fora do país." 

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