Diálogo entre israelenses e palestinos é 'mais vital que nunca', diz Obama

Declaração é feita após reunião com rei da Jordânia; presidente faz na quinta discurso sobre nova estratégia no Oriente Médio

BBC Brasil |

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos são “mais vitais do que nunca” no momento em que vários países árabes e muçulmanos enfrentam protestos pró-democracia. 

AFP
O presidente dos EUA, Barack Obama, fala após encontro bilateral com o rei da Jordânia, Abudullah, no Salão Oval da Casa Branca, Washington
Após uma reunião privada na Casa Branca com o rei da Jordânia, Abdullah 2º, Obama disse que os dois concordam que, "apesar das muitas mudanças, ou por causa das muitas mudanças que estão ocorrendo na região, é mais vital do que nunca que israelenses e palestinos encontrem uma maneira de voltar à mesa (de negociações)".

Segundo o presidente, os Estados Unidos vão continuar a buscar uma solução "justa" para o processo de paz, e a Jordânia pode atuar como um parceiro nesses esforços. Obama disse também que os dois lados deveriam "começar a negociar um processo pelo qual possam criar dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança".

A última rodada de negociações, intermediada pelos Estados Unidos, foi interrompida no ano passado, em meio a um impasse entre os dois lados sobre a construção de novas casas em assentamentos israelenses no território palestino da Cisjordânia.

Os palestinos querem que Israel interrompa as novas construções, exigência recusada pelo governo israelense. O enviado americano não conseguiu avançar na resolução do impasse. Na semana passada, o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, anunciou sua renúncia, depois de dois anos no cargo.

Diplomacia

As declarações de Obama foram feitas depois de um fim de semana violento na região, no qual 15 pessoas morreram em protestos contra Israel nas fronteiras do país com os territórios palestinos, o Líbano e a Síria.

O encontro com o rei da Jordânia marca também o início de uma semana na qual o Oriente Médio estará no topo da agenda da diplomacia americana.

Na quinta-feira, o presidente americano fará o que vem sendo anunciado como um grande discurso sobre a nova estratégia americana no Oriente Médio e as implicações dos recentes protestos pró-democracia na região.

Na sexta-feira, Obama recebe na Casa Branca o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. O premiê também deverá falar ao Congresso americano. A expectativa é de que o premiê israelense pressione o governo americano a boicotar qualquer governo palestino que inclua o grupo Hamas.

No início do mês, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e o Fatah, que detém o controle da Cisjordânia, assinaram um acordo de reconciliação, abrindo caminho para um governo conjunto e a realização eleições no próximo ano.

Em um artigo publicado nesta terça-feira no jornal The New York Times, o presidente palestino, Mahmud Abbas, voltou a pedir o reconhecimento internacional de um Estado palestino independente. Abbas quer que a Assembleia Geral da ONU vote por um Estado palestino independente em sua reunião de setembro, em Nova York.

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