David Cameron condena ataque a carro do príncipe Charles

Primeiro-ministro britânico diz que é preciso aprender lições com falhas de segurança que permitiram ação estudantil contra carro

BBC Brasil |

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenou nesta sexta-feira o ataque do dia anterior ao carro que levava o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e sua mulher Camilla Parker-Bowles.

O carro ficou preso em meio a uma manifestação de estudantes no centro de Londres e foi atingido por bolas e tinta. Uma janela foi quebrada, mas o casal, que se dirigia ao teatro London Palladium, não se feriu.

AP
Camila e Charles se assustaram com manifestantes no centro de Londres (09/12/2010)
Em comunicado, o primeiro-ministro disse que é preciso aprender lições com as falhas de segurança que permitiram que os manifestantes atacassem o carro. Cameron disse ainda que, apesar dos erros, o incidente não foi culpa da polícia, e sim dos manifestantes.

"A responsabilidade de destruir propriedade alheia e da violência é das pessoas que perpetraram esta violência e eu quero vê-las presas e punidas corretamente."

Um porta-voz da família real disse que o casal real "compreende completamente as dificuldades que a polícia enfrenta e são sempre muito gratos à polícia pelo trabalho que fazem em circunstâncias difíceis".

Os estudantes protestavam contra a aprovação pelo Parlamento britânico de uma medida que prevê o aumento dos cursos da educação universitária no país. Pelo projeto, o piso das anuidades dos empréstimos em universidades inglesas pode chegar a 9 mil libras (R$ 24 mil) três vezes mais do que hoje.

'Vândalos'

Milhares de estudantes se reuniram em Londres para acompanhar a votação. Depois que a medida foi aprovada por uma pequena maioria de parlamentares, o protesto ficou violento. O comissário da Polícia Metropolitana Paul Stephenson chamou os manifestantes de "vândalos" e disse que o incidente será detalhadamente investigado.

Os estudantes criticaram as ações da polícia e disseram que a violência policial provocou a situação. A Comissão Independente de Reclamações contra a polícia está investigando a alegação de que o estudante universitário Alfie Meadows, de 20 anos, ficou com sérios ferimentos na cabeça após ser atingido por um cassetete.

A polícia disse que os estudantes usavam "sinalizadores luminosos, bastões, bolas de sinuca e bolas de tinta". A Scotland Yard disse que 12 policiais e 43 manifestantes foram feridos e 33 pessoas foram presas. A maioria delas foi solta após pagar fiança, e não houve acusações.

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