Custo de limpeza do vazamento no Golfo do México chega a US$ 2,6 bi

De acordo com a BP, este custo inclui a reação ao vazamento, a contenção do petróleo, perfurações de poços para aliviar o fluxo do vazamento, doações para os Estados americanos do Golfo do México e indenizações

BBC Brasil |

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A companhia petroleira britânica BP informou que os custos das operações de limpeza do vazamento de petróleo no Golfo do México chegaram a US$ 2,65 bilhões (cerca de R$ 4,7 bilhões).

De acordo com a BP, este custo inclui a reação ao vazamento, a contenção do petróleo, perfurações de poços para aliviar o fluxo do vazamento, doações para os Estados americanos do Golfo do México e indenizações.

O custo diário aumentou para uma média de US$ 100 milhões nos últimos três dias, a média diária mais alta até o momento.

A BP informou que mais de 39 mil pessoas estão envolvidas na operação de resposta ao desastre, no entanto o petróleo do vazamento chegou às praias da cidade de Biloxi, às margens do rio Mississippi.

Mais de 80 mil pedidos de indenização foram entregues à companhia até o momento e a BP já teria feito 41 mil pagamentos, em um total que chegou a US$ 128 milhões (cerca de R$ 227,8 milhões).

Apesar da divulgação destes números, a BP acrescentou que ainda é muito cedo para estimar outros custos do acidente.

O acidente na plataforma da BP, a Deepwater Horizon, ocorreu em abril e matou 11 funcionários. Desde então, o vazamento resultante do acidente vem despejando milhares de barris de petróleo na região do Golfo do México diariamente.

Moscou e G20 O presidente-executivo da BP, Tony Hayward, esteve em Moscou nesta segunda-feira, onde se reuniu com o vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin. Um porta-voz de Sechin afirmou que Hayward deu garantias a respeito dos compromissos da BP em parcerias estratégicas com a Rússia.

A BP negou as especulações das últimas semanas de que estaria planejando vender parte de seus investimentos na Rússia, incluindo a parceria entre TNK-BP e uma pequena participação na companhia de petróleo gerenciada pelo governo, a Rosneft.

Antes da reunião em Moscou, Sechin disse a jornalistas que Hayward estava prestes a renunciar ao cargo na BP, algo que a BP negou categoricamente.

"A questão da renúncia de Hayward não foi discutida", afirmou um porta-voz de Sechin. As operações da BP na Rússia totalizam 25% da produção total de petróleo da companhia.

No domingo, o presidente americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, discutiram os problemas da BP durante a reunião do G20 em Toronto, no Canadá.

"Os líderes chegaram a um acordo de que a BP deve cumprir suas obrigações para acabar com o vazamento, limpar (a região) e pagar as indenizações de acordo com a lei", afirmou o governo britânico em uma declaração divulgada depois da reunião.

"Eles também concordaram que os dois países ganham se a BP continuar sendo uma companhia forte e estável", acrescentou a declaração.

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