Shalit está há quase cinco anos em poder do grupo islâmico Hamas, que não fornece evidências de militar vivo há dois anos

selo

A organização Cruz Vermelha pediu nesta quinta-feira ao grupo palestino Hamas provas de que o soldado israelense Gilad Shalit, preso em 25 de junho de 2006 e mantido refém em um local secreto na Faixa de Gaza, está vivo.

Getty Images
Vídeo divulgado pelo Hamas mostra o soldado israelense Gilad Shalit em outubro de 2009
Há dois anos, o grupo que governa o território palestino não fornece nenhuma evidência de que Shalit, que hoje teria 24 anos, esteja vivo. O diretor-geral da Cruz Vermelha, Yves Daccord, disse por meio de nota que "a total ausência de informação sobre Shalit é completamente inaceitável".

A última prova de vida foi um vídeo divulgado em 2009, quando Shalit pedia ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que fizesse tudo o que pudesse para libertá-lo.

"A família Shalit tem o direito, de acordo com a lei humanitária internacional, de estar em contato com seu filho", disse Daccord.

Apoio

Em troca da soltura de Shalit, o Hamas quer a libertação de centenas de militantes palestinos presos em Israel. Netanyahu não concorda com a soltura dos prisioneiros que respondem a acusações graves. Segundo o governo de Israel, 450 deles têm "sangue israelense nas mãos".

No entanto, tem crescido em Israel o apoio a uma troca de presos. Uma pesquisa divulgada nesta semana mostra que 63% dos israelenses aceitariam o acordo proposto pelo Hamas e 19% rejeitam a proposta.

Shalit foi capturado em junho de 2006, quando tinha apenas 19 anos, por três grupos armados da Faixa de Gaza, incluindo o Hamas. O caso criou comoção em Israel e uma campanha pede a libertação do jovem soldado, que não é autorizado a receber visitas nem da Cruz Vermelha.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.