Crise na Grécia faz bolsa de NY ter maiores perdas desde 2009

A preocupação dos investidores com relação à dívida grega afetou novamente a bolsa de Nova York, que sofreu nesta quinta-feira as perdas mais acentuadas desde abril de 2009. O índice Dow Jones chegou a operar em queda de mais de 9% ao longo do dia e fechou o pregão em queda de 3,2%.

BBC Brasil |

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A Nasdaq também encerrou o dia no negativo, com perda de 3,44%. A mesma tendência foi seguida mais cedo nas bolsas europeias. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou o dia em baixa de 1,52%, enquanto na França o CAC 40 registrou perdas de 2,20%. Na Alemanha, a baixa foi menos acentuada e o DAX encerrou em -0,84%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acumulou perdas de mais 6% durante o dia, mas se recuperou ao fim do pregão e encerrou esta quinta-feira em baixa de 2,31%. Segundo o editor de negócios da BBC Robert Preston, o pânico no mercado foi precipitado por um "medo dos efeitos da crise na Grécia e em outros países europeus no sistema financeiro global". Analistas afirmam que as quedas refletem as incertezas do mercado sobre a capacidade da Grécia de pagar suas dívidas e também de que a crise grega possa se espalhar para outros países europeus, como Portugal e Espanha - que também tiveram a classificação de suas dívidas rebaixadas. Os líderes europeus esperavam que o anúncio do pacote de 110 bilhões de euros prometido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelos países da zona do euro pudesse restaurar a confiança dos investidores.

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