Cresce pressão para que EUA divulguem fotos de Bin Laden

Governo americano teme que divulgação das imagens possa inflamar ainda mais os partidários do islamita e leve a novos ataques

BBC Brasil |

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Dois dias depois de ter anunciado que os Estados Unidos mataram Osama Bin Laden, o presidente americano, Barack Obama, enfrenta crescente pressão para divulgar imagens que provem que o líder da rede extremista Al-Qaeda está realmente morto.

O governo americano teme que a divulgação das imagens possa inflamar ainda mais os partidários de Bin Laden no Paquistão e em outros locais, que já prometeram lançar novos ataques contra os Estados Unidos.

Até o fim da manhã desta terça-feira, o governo ainda não havia decidido se liberaria ou não imagens do corpo de Bin Laden.

Segundo o governo americano, o líder da Al-Qaeda reagiu à captura e foi morto com um tiro na cabeça, sendo depois lançado ao mar - menos de 24 horas depois de sua morte, seguindo a tradição religiosa islâmica. Antes disso, exames de DNA e técnicas de reconhecimento facial teriam confirmado sua identidade.

Na segunda-feira, o principal assessor do governo americano para assuntos de segurança nacional e contraterrorismo, John Brennan, disse que a Casa Branca faria “todo o possível para garantir que ninguém tenha qualquer base para negar” que os Estados Unidos capturaram Bin Laden.

Temor

A morte do líder da Al-Qaeda, acusado de ser o principal mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001, que mataram cerca de 3 mil pessoas em Nova York e Washington, aumentou o temor de novos ataques contra alvos americanos ou ocidentais.

Logo após a divulgação da notícia, o Departamento de Estado emitiu um alerta sobre o risco desse tipo de violência. Os Estados Unidos chegaram a fechar sua embaixada e alguns consulados no Paquistão por medidas de precaução. Nesta terça-feira, porém, a embaixada e um dos consulados foram reabertos.

Em entrevista à rede de TV ABC, Brennan disse que especialistas americanos estão analisando documentos e outros materiais retirados da mansão em que Bin Laden foi encontrado.

Segundo Brennan, os analistas buscam evidências sobre planos de novos ataques, pistas que possam levar a outros líderes da Al-Qaeda e também informações sobre que tipo sistema de apoio Bin Laden tinha no Paquistão. 

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