Dezenas de milhares de pessoas participaram neste sábado de um comício em Roma em apoio ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi, antes das eleições regionais no final deste mês. O partido de Berlusconi, Povo da Liberdade (PDL, na sigla em italiano), foi impedido de participar da votação para a região-chave de Roma, por não ter se inscrito a tempo.

O premiê tem sido duramente atingido nos últimos 12 meses por escândalos sexuais e de corrupção.

As últimas acusações contra Berlusconi são as de que ele estaria tentando impedir a transmissão de programas de entrevistas pela TV críticos ao seu governo.

Após a identificação de uma suposta interferência por meio de grampos telefônicos, a Justiça disse na semana passada que investigaria Berlusconi pela acusação de abuso de poder.

O primeiro-ministro enfrenta ainda outras duas acusações, por fraudes tributárias e por corrupção. Berlusconi nega as acusações.

Ataque
Discursando para o público em um palco enfeitado com o slogan de seu partido - "O amor supera o ódio e a inveja" -, Berlusconi lançou um forte ataque aos seus adversários políticos.

O primeiro-ministro disse que juízes de orientação esquerdista e políticos de centro-esquerda estariam tentando pegá-lo com "uma investigação risível baseada no grampeamento de minhas ligações".

Ele também condenou o que disse ser um jogo sujo para excluir seu partido da corrida eleitoral, e disse querer preservar a liberdade e a democracia na Itália.

A manifestação pró-Berlusconi deste sábado ocorre apenas uma semana após um grande protesto contra o premiê em Roma.

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