China nomeia chefe militar, que se torna provável sucessor

Comissão Militar Central controla Exército chinês e garante sobrevivência do Partido Comunista do país

BBC Brasil |

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O vice-presidente chinês Xi Jinping foi nomeado nesta segunda-feira vice-líder da poderosa Comissão Militar Central (CMC) do país, designação que o coloca como provável sucessor do presidente da China, Hu Jintao.

Antes de ocupar a presidência da China, Hu também serviu na comissão militar, explica a correspondente da BBC Vivien Marsh. A CMC controla o Exército chinês, que, em última instância, garante a sobrevivência do Partido Comunista. O anúncio da designação de Xi foi feito ao fim de quatro dias de uma conferência que reuniu cerca de 200 lideranças do Partido Comunista Chinês, cujo objetivo era discutir os rumos do país para os próximos cinco anos.

O partido costuma preparar novos líderes com antecedência, para evitar disputas de poder entre seus membros mais graduados, e nomeações à comissão militar são vistas como um preparativo para postos de liderança.

Sucessão

Hu deverá deixar a liderança do Partido Comunista chinês em 2012 e a Presidência do país no ano seguinte. Xi, de 57 anos, já vinha sendo citado como um sucessor viável.

Ele foi promovido ao comitê principal do partido em 2007 e no ano seguinte tornou-se vice-presidente.
Sete de nove membros do comitê militar devem deixar seus postos em 2012, por terem servido dois mandatos. Isso abre espaço para Xi, filho de um dos fundadores do Partido Comunista, e para Li Keqiang, secretário do partido na província de Liaoning. A nomeação desta segunda-feira coloca Xi na dianteira.

Pouco carismático, Xi é conhecido por ter ascendido no poder graças a suas conexões familiares e por ser casado com uma popular cantora local, Peng Lijuan. Também ganhou notoriedade com uma política de tolerância zero à corrupção entre autoridades.

Pouco se sabe das posições políticas de Xi, mas ele é visto por analistas como favorável às reformas de mercado, ainda que cauteloso em termos de abertura política.

É tido como defensor da continuidade da hegemonia do partido comunista único na China, mas preocupado com possíveis distúrbios sociais que possam advir de insatisfações com a sua preponderância.

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