China anuncia que aumentará flexibilidade do yuan

Medida pode indicar que o governo chinês permitirá a valorização de sua moeda

BBC Brasil |

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O Banco Central da China anunciou neste sábado que dará "maior flexibilidade" à taxa de câmbio do yuan, em uma medida que pode indicar que o governo chinês permitirá a valorização de sua moeda.

A medida foi anunciada por meio de um comunicado divulgado neste sábado, após o governo chinês ter recebido diversas críticas de governos ocidentais por manter o valor de sua moeda atrelado ao dólar por quase dois anos.

Apesar de afirmar que tornará o mecanismo de taxa de câmbio do yuan "mais flexível", o governo chinês não deu mais detalhes sobre a extensão da medida nem indicou quando isso ocorrerá.

Segundo o Banco Central chinês, a reforma na taxa de câmbio se tornou possível graças à recuperação da economia global.

A autoridade monetária chinesa, no entanto, aparentemente descarta uma grande valorização da moeda, ao afirmar que "não há base para grandes flutuações ou mudanças".

Críticas

O anúncio foi feito uma semana antes de um encontro do G20 - grupo dos 20 países mais ricos do mundo - onde se espera que diversos governos ocidentais e, principalmente, os Estados Unidos façam críticas à política monetária chinesa.

Para os críticos, o valor do yuan está depreciado, o que daria vantagens indevidas aos exportadores chineses e permite o grande superávit comercial do país.

A China conseguiu evitar a valorização de sua moeda vendendo yuans por dólares, o que fez com que ela conseguisse acumular grandes reservas em moeda estrangeira.

"Passo construtivo"

O anúncio do Banco Central da China foi comemorado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

Por meio de um comunicado, Obama afirmou que a decisão da China de dar maior flexibilidade a sua taxa de câmbio é um "passo construtivo que pode ajudar a assegurar a recuperação e contribuir para uma economia global mais equilibrada".

Já o diretor do FMI afirmou que a decisão chinesa é "muito bem vinda".

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