Chefe da Toyota pede desculpas por série de falhas mecânicas

O presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas publicamente no Congresso dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, pela sequência de falhas mecânicas que provocaram o recall de 8,5 milhões de veículos da montadora japonesa. Nós buscamos crescimento na velocidade com que conseguimos desenvolver nossas pessoas e nossa empresa, mas devemos sinceramente repensar isso, disse.

BBC Brasil |

"Eu lamento que isso tenha resultado nos problemas de segurança apresentados nos recalls que estamos fazendo. Eu peço desculpas por quaisquer acidentes sofridos pelos motoristas da Toyota", afirmou Toyoda em depoimento no Congresso.

Akio Toyoda foi convocado formalmente para comparecer ao Congresso dos Estados Unidos, no Comitê de Energia e Comércio, para dar seu depoimento em um inquérito sobre as falhas.

Durante o depoimento, Toyoda voltou a repetir que durante a "rápida" expansão da empresa, algumas prioridades podem ter ficado confusas.

Na véspera, ele havia afirmado que o crescimento da montadora "pode ter ocorrido rápido demais".

Mas Toyoda, neto do fundador da Toyota, afirmou que a segurança passará a ser a principal prioridade da empresa.

"Sob minha liderança, eu gostaria de reafirmar nossa missão de colocar a segurança e a qualidade no topo da nossa lista de prioridades", afirmou.

No depoimento, ele pediu desculpas ainda por ter levado tanto tempo para lidar com as questões de segurança nos carros da Toyota.

No começo de fevereiro, a montadora anunciou o recall de 436 mil unidades do Prius 2010 e outros dois modelos de veículos híbridos por apresentarem falhas no sistema de freios. Antes, a companhia já vinha realizando o recall de outros 8 milhões de automóveis por problemas no pedal de aceleração.

Problemas
Os carros da Toyota foram atingidos por três grandes problemas relativos à segurança: problemas no pedal do acelerador do Prius 2010, problemas para frear em superfícies irregulares nos modelos Prius, Hybrid Sai e Lexus HS250h, e o pedal do acelerador preso e dificultando a desaceleração nos modelos Aygo, iQ, Yaris, Auris, Corolla, Verso e Avensis.

A maioria dos casos de recall ocorreu nos Estados Unidos.

O presidente da Toyota nos Estados Unidos, James Lentz, já foi questionado a respeito destes problemas pelo Comitê de Energia e Comércio do Congresso.

"Demorou muito para que nós enfrentássemos uma série de questões raras, porém graves, apesar de todos os nossos esforços", afirmou Lentz em uma declaração preparada para o Congresso.

"O problema também foi combinado com a falta de comunicação dentro de nossa companhia, com agências reguladoras e consumidores."
"No caso dos pedais de acelerador que ficavam presos, nós não analisamos e respondemos rapidamente as informações que surgiram da Europa e nos Estados Unidos. Reconhecemos estes erros, pedimos desculpas por eles e aprendemos com eles", afirmou.

Apesar dos problemas, na terça-feira a Toyota anunciou que suas vendas globais foram 15% mais altas em janeiro de 2010, quando muitos dos recalls já tinham sido anunciados, em comparação com o mesmo período de 2009.

As vendas domésticas aumentaram 45% e as vendas em outros países cresceram em 9%.

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