Câmara Baixa alemã aprova plano de socorro à Grécia

O Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão, aprovou nesta sexta-feira a contribuição da Alemanha para o pacote de socorro financeiro à Grécia, que corresponde a cerca de 22 bilhões de euros (mais de R$ 52 bilhões). O valor representa por volta de 20% do valor total - e é a maior fatia entre os países europeus - dos cerca de 110 bilhões que serão liberados nos próximos três anos para que o governo grego consiga tirar o país da profunda crise econômica em que está afundado.

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O Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão, aprovou nesta sexta-feira a contribuição da Alemanha para o pacote de socorro financeiro à Grécia, que corresponde a cerca de 22 bilhões de euros (mais de R$ 52 bilhões). O valor representa por volta de 20% do valor total - e é a maior fatia entre os países europeus - dos cerca de 110 bilhões que serão liberados nos próximos três anos para que o governo grego consiga tirar o país da profunda crise econômica em que está afundado. Muitos alemães são contra a liberação do dinheiro para a Grécia. A oposição social-democrata criticou duramente a medida, alegando que a contribuição alemã será paga majoritariamente por contribuintes comuns e não por mercados financeiros. A ajuda financeira da Alemanha deve ser votada ainda nesta sexta-feira pela Câmara Alta do Parlamento, o Bundesrat, formado por representantes dos governos de todos os Estados. Se ela for aprovada também, será sancionada pelo presidente alemão, Horst Köhler. Na Câmara Baixa, a lei foi aprovada por 390 votos contra 72, com 139 abstenções - na maioria, sociais-democratas. A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a pesada participação alemão no plano de socorro afirmando que o futuro da União Europeia está em jogo. Ela disse que se os 27 países-membros do bloco não atuarem juntos em crises como a atual, "os mercados não serão capazes de agir". A Itália já aprovou a liberação de 5,6 bilhões de euros do total de 14,8 bi de euros referente à sua parcela no pacote de socorro. A França também já aprovou a sua participação, com um montante igual ao total italiano. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, deve entrar com outros 30 bilhões de euros. O déficit público da Grécia, de 12,7% do PIB, está quatro vezes acima do previsto pelas regras da zona do euro e impostas aos 16 países da União Europeia que adotam a moeda. O pacote de socorro é visto como uma "parede de contenção" do bloco para garantir os pagamentos dos empréstimos gregos e acalmar os mercados, evitando que a crise se espalhe ainda mais para outros países. Já que Portugal e Espanha também enfrentam grandes déficits. A possibilidade de a Grécia ou um desses outros países não conseguir pagar suas dívidas é considerada a maior ameaça já enfrentada pela moeda única europeia. Protestos Na Grécia, o governo do primeiro-ministro George Papandreou vem enfrentando protestos há meses. Na quinta-feira, o Parlamento da Grécia aprovou um pacote de medidas de austeridade, em meio a novos protestos nas ruas da capital, Atenas. As medidas, aprovadas por 172 a 121 votos, abrem caminho para a Grécia receber o pacote de ajuda financiado por outros 15 países europeus. Por outro lado, o plano prevê ações altamente impopulares no país, como o congelamento de salários dos funcionários públicos, cortes nos fundos de pensão e o aumento de impostos. O clima moderado dos protestos da quinta-feira contrastou com a atmosfera explosiva das manifestações do dia anterior, quando três pessoas morreram. As três vítimas eram funcionários de um banco atacado por coquetéis molotov em Atenas. Um grande número de flores foi depositado diante do banco em que as duas mulheres (uma grávida) e um homem morreram. Bancários entraram em greve e realizaram uma manifestação na cidade para protestar contra as mortes.

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