Brown tenta chamar atenção para economia após gafe

Premiê britânico precisa ir bem em debate para compensar polêmica por ter sido flagrado chamando eleitora de "intolerante"

BBC Brasil |

Reprodução
Brown pede desculpas por gafe durante entrevista
Pouco antes do terceiro e último debate na televisão antes das eleições de 6 de maio, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, evitou comentar nesta quinta-feira a gafe cometida no dia anterior e procurou chamar a atenção para a discussão sobre a economia do país.

"Ontem foi ontem. Agora quero falar sobre o futuro da economia", disse Brown, referindo-se ao episódio do dia anterior, quando chamou de "intolerante" uma eleitora com quem havia conversado sobre imigração, sem perceber que ainda carregava um microfone ligado.

A gafe de Brown, a reação da mulher, Gillian Duffy, de 66 anos, e a posterior visita que ele fez à eleitora para pedir desculpas foram repetidos à exaustão nas emissoras de rádio e televisão do país na quarta-feira e dominaram as manchetes dos jornais britânicos nesta quinta.

Embora costumem se alinhar a um partido ou outro, os jornais foram unânimes em considerar o incidente como desastroso para Brown, que busca mais um mandato nas eleições da semana que vem.

Economia

Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro britânico disse estar determinado a se concentrar nas questões de economia para se preparar para o debate ao vivo. Brown disse ainda que usou a "palavra errada" ao falar de Duffy e que está "preocupado" com o controle da imigração no país.

Os outros candidatos, David Cameron, do Partido Conservador, e Nick Clegg, do Partido Liberal-Democrata, também disseram que passariam o dia se preparando para o debate, marcado para esta noite, em Birmingham.

O comentário de Brown gerou reação entre os conservadores, principais adversários políticos de Brown. "É isso que acontece em eleições gerais, elas revelam a verdade sobre as pessoas", disse o porta-voz da oposição para assuntos de economia, George Osborne.

Para o editor de política da BBC, Nick Robinson, o incidente foi um "desastre" para Brown porque expôs a lacuna entre a face pública e a face privada do primeiro-ministro.

"Para os que conhecem Brown há vários anos, o caso não foi nenhuma grande surpresa. Ele tem melhorado bastante no jeito como se comporta em público, mas constantemente perde as estribeiras e expressa suas frustrações na esfera privada", disse Robinson.

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