Britânicas que tentaram embarcar com morto são inocentadas

Na ocasião, elas disseram que achavam que Jarant estivesse dormindo

BBC Brasil |

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A promotoria britânica afirmou que as mulheres que tentaram embarcar com um idoso morto em um aeroporto na Grã-Bretanha em abril não enfrentarão processos judiciais.

"Tendo analisado cuidadosamente os documentos apresentados a mim pela polícia, concluí que as provas eram insuficientes para fazer qualquer acusação em relação à morte de Kurt Wili Jarrant", disse o promotor Martin Hill.

Gitta Jarant, a viúva de 66 anos, e a enteada de 41 anos, Anke Anusic, tentaram embarcar o corpo de Kurt Willi Jarant, 91 anos, em um voo para Berlim no dia 3 de abril, no aeroporto John Lennon, em Liverpool.

Funcionários suspeitaram que o idoso, que estava em uma cadeira de rodas e usava óculos escuros, estivesse morto e chamaram a polícia. As duas mulheres foram presas, sob suspeita de não terem informado as autoridades sobre a morte.

Elas foram liberadas sob fiança. Na ocasião, elas disseram que achavam que Jarant estivesse dormindo.

Óculos escuros

Embora um primeiro exame tivesse atestado que Jarant estava morto havia 36 horas, outras análises concluiram ser impossível precisar a hora da morte.

Quando questionada a razão de Jarant estar usando óculos escuros no momento da tentativa de embarque, Anusic explicou que seu padrasto tinha um problema em um de seus olhos. "Nós checamos a temperatura e o bem-estar dele. (...) Willi tinha comido e não estava com febre.

Ele estava aquecido e não estava em uma situação de emergência", disse ela na ocasião. Anusic afirmou que seu padrasto, que sofria do Mal de Alzheimer, fora recentemente internado devido à pneumonia.

As duas aguardaram até que Curt Jarant melhorasse antes de comprar as passagens para viajar para a Alemanha, país natal da família.

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