Brasileiros deixam suas casas na Tailândia

Funcionários de Embaixada do Brasil em Bangcoc tiveram que abandonar suas casas devido aos confrontos na capital tailandesa

BBC Brasil |

O agravamento da situação na Tailândia obrigou a embaixada do Brasil no país a remover dois de seus funcionários de suas casas nesta quarta-feira. O escritório brasileiro em Bangcoc está fechado desde sexta-feira por causa dos confrontos nas ruas da capital .

Duas pessoas que moram perto da avenida Rama 4, onde confrontos resultaram na morte de pelo menos cinco pessoas, foram levadas para um local seguro na manhã desta quarta-feira. Já o fechamento emergencial do escritório da embaixada aconteceu na sexta-feira.

"Tivemos que deixar a Embaixada às pressas, às 12:30 horas, por ter sido montado um bloqueio militar na avenida Rama 4, quase em frente ao prédio", disse à BBC Brasil o ministro-conselheiro Matias Vilhena, encarregado de negócios na embaixada durante a ausência do embaixador, Edgard Telles Ribeiro.

Segundo Vilhena, a saída do prédio teve de ser feita pela porta dos fundos, em uma rua que teve a mão invertida especialmente para a evacuação do prédio.

AP
Fumaça é vista no centro de Bangcoc após manifestantes atearem fogo em prédio de estação de TV

Documentos inacessíveis

Em razão da necessidade da urgência, não foi possível retirar qualquer material de trabalho. "Foi a coisa certa deixar o prédio, pois choques entre as forças de segurança e os manifestantes resultaram na morte de uma pessoa, por volta das 13h daquele dia", explicou o ministro-conselheiro.

Localizada no prédio Lumpini Tower, bem em frente ao parque onde manifestantes camisas vermelhas estavam acampados há cerca de dois meses, a embaixada já está fechada há cinco dias.

Segundo Vilhena, há pelo menos dois casos de brasileiros prejudicados pelo fechamento temporário da representação diplomática.

Uma mãe que necessita emitir um passaporte para a filha recém-nascida poder deixar a Tailândia e um brasileiro que precisa processar a legalização de um documento. "Mas soluções estão sendo elaboradas em contato com o ministério das Relações Exteriores em Brasília", afirmou Vilhena.

'Posto precário'

Segundo o diplomata, os documentos permanecem lá e não há como emitir passaportes, pois as cadernetas ficaram no cofre do escritório. "Nossa capacidade de emitir documentos consulares acha-se gravemente comprometida", explicou.

"A alternativa é consultar Brasília para ver que opções temos", afirma. "Estamos montando um posto de trabalho precário, localizado na residência do embaixador", disse Vilhena.

Num comunicado repassado à comunidade brasileira local, a embaixada informou que "conta com um quadro de pessoal limitado, e que enfrenta, neste momento, problemas de segurança, deslocamento, abastecimento e comunicações, como tantos outros residentes de Bangcoc".

"Dentre todas as preocupações, a prioridade cabe à segurança e à integridade física dos brasileiros que aqui se encontram" conclui a mensagem.

O governo da Tailândia decretou feriado até a próxima sexta-feira. A previsão é retomar os trabalhos no escritório da embaixada assim que for possível acessar o prédio com segurança, informou o diplomata.

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