BP admite problemas com funil gigante para conter vazamento

A companhia petroleira British Petroleum (BP) afirmou neste sábado estar encontrando problemas com o funil de 98 toneladas que tentava colocar sobre um vazamento no Golfo do México para estancá-lo. A gigantesca peça de aço e concreto terá que ser movida de onde está porque hidratos (cristais parecidos com gelo) começaram a se acumular em seu interior, de acordo com o oficial da empresa responsável pela operação, Doug Suttles.

BBC Brasil |

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A companhia petroleira British Petroleum (BP) afirmou neste sábado estar encontrando problemas com o funil de 98 toneladas que tentava colocar sobre um vazamento no Golfo do México para estancá-lo. A gigantesca peça de aço e concreto terá que ser movida de onde está porque hidratos (cristais parecidos com gelo) começaram a se acumular em seu interior, de acordo com o oficial da empresa responsável pela operação, Doug Suttles. A meta da BP é colocar o funil por sobre o vazamento, a 1,5 km de profundidade, para conter até 85% do vazamento e depois bombear o petróleo para um contêiner, operação inédita que apresenta várias dificuldades técnicas. Fracasso? "Quando depositávamos o domo (funil) sobre o vazamento, um grande volume de hidratos se formou em seu interior, nos fazendo depositar a peça ao lado do vazamento", disse Suttles. "A peça está atualmente sobre a solo do oceano enquanto avaliamos opções para lidar com o problema. Acreditamos que estudaremos as possibilidades nos próximos dois dias." "Não diria ainda que foi um fracasso. O que digo é que o que tentamos na noite passada não funcionou", completou. Alternativa Se o funil não der certo, a BP pode ter que abrir outro poço ao lado do que vem soltando cerca de 5 mil barris de petróleo diariamente há 19 dias, para conter o vazamento, tarefa que pode levar até três meses e aumenta as chances de um grande desastre ambiental. Ambientalistas dizem que o ecossistema da região está em risco por causa do incidente. A mancha de petróleo ainda não atingu as praias dos Estados americanos da Louisiana, Mississipi, Alabama e Flórida mas pode chegar em breve. A Guarda Costeira americana e a BP vêm trabalhando nos esforços para tentar minimizar os problemas causados pelo vazamento. No mês passado, uma explosão destruiu a plataforma Deepwater Horizon, matando 11 empregados da BP e dando início ao vazamento.

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