Bolsas disparam após anúncio de quase US$ 1 tri para blindar euro

Bolsas de valores em todo o mundo dispararam nesta segunda-feira, reagindo ao anúncio de que a União Europeia e o FMI disponibilizaram quase US$ 1 trilhão aos países da Zona do Euro para fortalecer a moeda comum e evitar que a crise da dívida grega atinja outros países do continente. Na bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subiu quase 4% nas primeiras horas de pregão, seguindo a tendência dos mercados asiáticos e europeus.

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Bolsas de valores em todo o mundo dispararam nesta segunda-feira, reagindo ao anúncio de que a União Europeia e o FMI disponibilizaram quase US$ 1 trilhão aos países da Zona do Euro para fortalecer a moeda comum e evitar que a crise da dívida grega atinja outros países do continente. Na bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subiu quase 4% nas primeiras horas de pregão, seguindo a tendência dos mercados asiáticos e europeus. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 5,16%. As bolsas de Paris e Frankfurt também acompanharam o movimento, fechando com 9,66% e 5,3% de alta, respectivamente. No Brasil, o índice Bovespa saltou 4,1% no início do pregão, também na carona do otimismo gerado pelo pacote de socorro ao euro. A moeda única europeia subiu frente ao dólar e à libra esterlina, enquanto o barril de petróleo subiu mais de US$ 3, batendo em US$ 78. Participação do FMI De acordo com ministros das Finanças da União Europeia, que estiveram reunidos no fim de semana, o bloco liberou um pacote de emergência no valor de 500 bilhões de euros (cerca de US$ 650 bilhões). O pacote de estabilização será engrossado pelo FMI, que contribuirá com cerca de 250 bilhões de euros (US$ 325 bilhões) para fortalecer a moeda comum contra as adversidades financeiras geradas pela crise grega. Os mercados se surpreenderam com a dimensão do pacote de ajuda acordado pela União Europeia. Os 16 membros que utilizam o euro terão acesso a 440 bilhões de euros provenientes de um Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira, e a outros 60 bilhões euros de recursos da Comissão Europeia - o braço executivo do bloco. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que comprará títulos privados e públicos dos países da zona do euro para "garantir liquidez naqueles segmentos do mercado que estão problemáticos". "Defenderemos o euro a qualquer custo", disse o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn. O euro tem perdido valor na medida em que investidores temem que a crise da dívida grega se espalhe para outros países que o utilizam, como Portugal e Espanha. No domingo, o banco central americano, o Fed (Federal Reserve), anunciou que reiniciará um intercâmbio de moedas com alguns dos principais bancos centrais do mundo (europeu, britânico, suíço, japonês e canadense) para "melhorar as condições de liquidez em dólar nos mercados e evitar o contágio". Grécia Apesar dos novos anúncios, os investidores ainda estão preocupados com o tamanho dos aportes para o pacote europeu de emergência e os problemas estruturais de longo prazo na zona do euro. Na sexta-feira, os líderes dos países da zona do euro aprovaram um pacote de empréstimo de 110 bilhões de euros para a Grécia. Só neste ano, o país terá também acesso a mais de US$ 50 bilhões do FMI e de países europeus combinados. O FMI calcula que o pacote permitirá que a Grécia não precise pegar novos empréstimos no mercado por dois anos, tempo para a economia do país se fortalecer. "O FMI vai fazer a sua parte, no interesse da comunidade internacional, para enfrentar os desafios atuais", disse o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Entretanto, para ter acesso aos recursos, o governo grego teve de concordar com um pacote de austeridade altamente impopular. Na semana passada, protestos contra os planos de cortes nos gastos públicos deixaram três mortos na capital da Grécia, Atenas.

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