Bolívia coloca militares nas ruas para combater crime

Decisão foi tomada depois de protestos de moradores na cidade andina de Al Alto por jornalistas estrangulados em ônibus

BBC Brasil |

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O governo boliviano colocou cerca de 3,2 mil militares nas ruas das quatro principais cidades do país, em uma tentativa de conter o aumento da violência.

EFE
O presidente Evo Morales reconheceu que a polícia é insuficente para garantir a segurança (foto de arquivo)
A decisão foi tomada depois que moradores da cidade andina de El Alto protestaram durante vários dias contra a insegurança. O protesto foi motivado pelo assasssinato de dois jornalistas, estrangulados em um ônibus quando se dirigiam ao trabalho.

O presidente boliviano, Evo Morales, reconheceu que a polícia não é suficiente para combater o crescente número de crimes nas ruas.

Segundo o correspondente da BBC na Bolívia, Mattia Cabitza, em El Alto e na principal cidade boliviana, La Paz, as patrulhas policiais são escassas. Além disso, os policiais costuma ser mal pagos e frequentemente são envolvidos em acusações de corrupção.

Plano

O novo plano foi batizado de Cidade Segura e incluirá patrulhas diurnas e noturnas. Além de El Alto e La Paz, os militares também serão colocados nas ruas de Santa Cruz e Cochabamba.

Segundo o governo, depois de 90 dias a situação de segurança nessas cidades será reavaliada.

Críticos da medida, no entanto, afirmam que colocar militares não ruas não irá resolver o aumento da violência na Bolívia, que deveria ser enfrentado com medidas para reduzir a pobreza e o desemprego no país.

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